sábado, 29 de setembro de 2012

Quais são seus valores ?





Você dá valor a quê?
 Respondo por mim: dou valor ao que me faz feliz. Não abro mão de minha paz, de minha vontade de amar e ser amada. Meus motivos de felicidade não são coisas grandiosas, e sim momentos cotidianos. Coisas simples que, geralmente, as pessoas não valorizam.

Ficar em casa com meu filho, jantar todas as noites com ele , falar todos os dias com meu pai ao telefone, ver minha mãe com frequência, ir à análise, à faculdade, escrever para este blog e para o livro, conversar com amigos, comer bem, assistir novela, ler um bom livro, fazer caminhadas ,  pilates ... Estas são coisas de que não abro mão. São meus combustíveis diários, minha fonte de energia. 

Não preciso de muito para me sentir bem. Fazer coisas às quais damos valor significa estar em equilíbrio com nossos valores. Valores são aquelas coisas que, na hora em que o bicho pega, você não solta.  Quando você tem que tomar uma decisão séria, o que mais pesa são os seus valores próprios. Se abrir mão deles, sente que uma parte de você está sendo sufocada.

Hoje não abro mão dos meus valores. Não abro mão de buscar minha felicidade. Só eu mesma posso saber o que me faz feliz. Estou muito fora dos padrões impostos e acho que por isso vivo arriscando, acertando errando  ate acertar em busca do que me faz feliz.

Quais são os seus valores? Pense nisso. O modo como vivemos segue determinados padrões de comportamento. Como se vestir, como falar, a profissão, o casamento, nosso lazer, nossos hábitos – tudo está sujeito a julgamentos dos outros. Olhe à sua volta. Nossos pais, professores, a religião, os meios de comunicação, desde que nascemos nos colocam na cabeça o que é a felicidade! Agora olhe para dentro de você. Pense bem. 
O que faz você feliz tem que ser isso que lhe impuseram? Você tem que estar exatamente dentro dos padrões que a sociedade te  impõe como certos?

Não abra mão do que faz você feliz por medo de julgamentos e preconceitos dos outros. Seja feliz como você acha que será. Não tente agradar a todos. Não dá pra ser feliz quando nos subjugamos a imposições da sociedade que não se encaixam em nossos valores verdadeiros. Só você pode sentir com o tempo o que o faz feliz.

Fomos doutrinados a ser felizes da maneira que a sociedade nos impõe. Não existe cartilha para isso. A psicanálise nos ajuda a enxergar nossos próprios valores.

O que faz bem a uma pessoa pode não funcionar da mesma forma para outra. Demorou para que eu percebesse isso, mas agora vejo nitidamente. Sempre busquei um modo de me sentir feliz, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Claro que isso não inclui prejudicar o outro, mas hoje sei que preciso pensar mais em mim. Parece fácil, mas não é. 

Desafiar os padrões impostos, tendo força e personalidade para enfrentar o mundo, não é nada fácil. Por isso é que muita gente se acomoda. Por isso há tanta infelicidade. Mas, depois de muita batalha, decidi que o melhor caminho para mim é buscar ser feliz. O meu padrão de felicidade não é o mesmo que me foi imposto e vou lutar até conseguir atingi-lo. Mesmo que haja obstáculos no caminho. Assumi riscos, tenho derrotas e êxitos, caio e me levanto. É preciso ter coragem e vontade firme.

Já fui muito julgada por me expor, por falar o que penso, mas não seria feliz sendo diferente. Busquei o caminho difícil, eu sei. Busquei um caminho mais demorado, talvez, do que seria se tivesse obedecido a tudo o que a sociedade cobrava de mim.

Mas pelo menos estou buscando, e me sinto bem assim. Vejo muitos amigos presos a padrões, preocupados demais no que os outros vão pensar. Não escutam a si mesmo e sim aos outros.

Talvez algumas pessoas me achem louca. Mas, na verdade, louco é quem não vê o que acabei de falar. Se eu for louca e me sentir feliz assim, também não importa. Louca por escrever e dizer o que penso? Acho melhor assim do que viver escondida na mentira e na fantasia.  Loucura é ser alguém que você não é, só para agradar aos outros.  Eu sofro muito e sou julgada por ser assim. Posso errar, mas acabo acertando. Sou uma mulher sensivel e profunda e não quero mudar esses MEUS valores mesmo sabendo que não é o caminho mais fácil . Estou me realizando, me afirmando a cada dia. Nada, nem ninguém, me prenderá ao sofrimento. Sou e serei feliz com a liberdade de escolher o que realmente me faz feliz.

Beijos, Isa.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Momento especial


Há poucos dias tive um dos melhores momentos dos últimos tempos. Não foi nada demais. Na verdade, foi a coisa mais simples do mundo mas raro de acontecer . Passei um tempão conversando com meu filho e uma de minhas melhores amigas, no meu quarto.

Falamos de novidades do mundo, assistimos a vídeos no Youtube e rimos juntos. João nos contou coisas que hoje acontecem com ele e os amigos, ou no colégio dele. Eu e Bianca rimos porque em nossa adolescência era bastante diferente, mas no fundo era muito parecido. Foi uma conversa longa, em clima descontraído, com muito carinho, boa energia, amizade construída ao longo dos anos.

Momentos assim, tão simples, infelizmente são raros por causa da vida corrida e dos valores confusos. Para mim foram maravilhosos e me fizeram pensar mais uma vez no que realmente é importante para mim. Ali havia paz, amizade, amor, cumplicidade, respeito e confiança. Valores que me deixam feliz.  Muitas vezes procuramos o prazer no lugar errado. O que aconteceu nesse dia foi que  senti  amor e paz no meu coração, é  o que me preenche. Tenho certeza de que também foi bom para eles. Como é bom estar com pessoas em quem confiamos e  que amamos incondicionalmente.

O que sentimos ali não se compara a nada que o dinheiro possa comprar. A paz para mim hoje é fundamental . 

Como ficamos fortes quando nos sentimos amados! O amor derruba a raiva, o orgulho, o medo, o vazio, ele preenche nosso coração e tudo o mais fica pequeno. 

Foi tão bom que resolvi compartilhar essa experiência com vocês, que neste  momento está lendo este blog.

Aproxime-se mais de seus amigos, procure pessoas que te fazem bem. Ame a si mesmo, cuidando de você e cultivando bons relacionamentos.

Aproveite os fins de semana para um convívio mais estreito com as pessoas queridas. Deixe de lado o relógio e converse com calma, passeie, divirta-se, converse deixe a emoção fluir . Torne mais profundas as suas relações.

Procure pessoas que motivam o melhor de você, e não pessoas que provocam em você pensamentos negativos ou sentimentos de baixa autoestima. 

O amor começa por nós mesmos. Dentro de seu coração e no coração das pessoas que você escolhe para conviver. Essa escolha depende de você. Jamais procure as pessoas apenas para preencher um vazio. Só o amor verdadeiro preenche esse vazio. Procure estar com gente que venha agregar, confortar, ajudar a fazer uma vida melhor. Todos os dias, temos que cuidar um pouquinho de nós. Assim nos amamos mais e temos condições de compartilhar nosso amor. 

Fui criada em um ambiente de instabilidade emocional. Um dia havia paz, no outro não. Tinha medo de perder as pessoas de quem gostava. Por isso é difícil para mim, até hoje, me sentir feliz sem ter medo de perder, de repente, tudo de bom que estou sentindo. 

Mas hoje consciente disso, tento viver os bons momentos sem medo, sem desconfiança, sem preocupação. Um dia de cada vez.
 Beijos, Isa

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Arnaldo Jabor


Quem não dá assistência, abre concorrência

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue.
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? 

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência". 

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!
Arnaldo Jabor

    sábado, 8 de setembro de 2012

    Tédio: de onde vem e o que fazer

     Bom dia queridos leitores e amigos,                     
    Hoje acordei e fui caminhar. Venho fazendo isso quase todos os dias. Andando pelo calçadão e olhando o mar, 
    fiquei pensando:

    “Nossa, como a vida é boa! É cheia de possibilidades, de esperanças e de caminhos... Então, por que será que estou aqui batalhando para não me deixar dominar por um tédio arrasador! Por que sentimos tédio, até quando temos tantas coisas para fazer? Talvez porque o tédio esteja dentro de nós e, quando não estamos bem, tudo fica sem graça. É isso?”

    A vida hoje é tão cheia de tecnologias e de novidades que mal temos tempo para pensar sobre o que realmente gostaríamos de fazer. Estamos sempre atentos à internet, que pode nos trazer uma informação nova a qualquer momento e não queremos perder tempo. Pouco nos dedicamos a aprofundar nossos pensamentos e a compreender melhor os nossos sentimentos, pois o que mais importa é estar conectado à distância com os amigos, nas redes sociais. Assim, a pessoa vai se acostumando tanto aos contatos virtuais, que perde o contato consigo mesma.

    Ao invés de pensar no que fazer, criar momentos interessantes, sair de casa para ver os amigos, inventar programas, hoje nos sentamos em casa, diante do computador e, se deixarmos, isso acaba nos prendendo. Não há movimento físico nem interação real, então surge o tédio.

    A rapidez de acessar qualquer coisa, aliada ao isolamento em que ficamos na maior parte do tempo, também está tirando a paciência das pessoas. Ninguém sabe esperar. Ansiosos, a cada segundo queremos novidades. E essa falta de paciência se reflete até nos relacionamentos: todo mundo quer resultados rápidos e, se não der certo com uma pessoa, troca-se rapidamente por outra. Não sabemos mais esperar, porque aparentemente ficou fácil fazer novos contatos. Mas isso é uma grande ilusão.

    Não quero ser saudosista, acho que o melhor tempo é o agora, mas confesso que sinto saudades de quando eu usava o telefone para falar com uma amiga ou amigo, ou namorado, e aguardava que me ligassem, e juntos combinávamos algum programa. Precisamos dar valor às pequenas coisas, aos detalhes de cada momento do nosso dia, que muitas vezes nem percebemos. Dou tanto valor quando sento para jantar todas as noites com meu filho para mim é o momento mais importante . Não abro mão por nada.

    Ao caminhar no calçadão, por exemplo, vejo que as pessoas raramente estão curtindo aquele momento, porque ficam pensando em mil outras coisas. Preocupam-se com algo que ainda não aconteceu, ou com fatos passados.

    Hoje percebi que também estava ficando assim, desconectada do momento presente. E por isso resolvi mudar. Mas para mudar preciso entender um pouco mais.

    O que fazer com o tédio quando ele bater?

    Olho para o tédio e pergunto: de onde vem esse sentimento?

    Por que estou ficando entediada se tenho tantas coisas para fazer?

    Por que esse tédio, se tenho bons amigos, família, compromissos, projetos e sonhos de vida?

    Se o tédio começa a surgir quando ainda estou em casa, a melhor reação é o movimento: levanto-me sem pensar, calço o tênis, pego o iPod e vou caminhar. Quando chego perto do mar, só então paro e penso:

    – Por que aquele tédio, Isabella? O mundo está aí! Olhe quanta coisa para fazer, quanta gente para conhecer!

    Não me permito mais sentir tédio. Sei que manter-me ocupada não é uma solução definitiva para vencer o tédio. No meu caso, o tédio chega quando estou parada, mas preciso aprender a ficar parada alguns momentos, para meditar ou simplesmente descansar, e a sentir-me bem assim. Mas por enquanto, para reagir ao tédio, rapidamente procuro fazer alguma coisa que seja útil e que eu goste. Trabalho nos textos do meu livro ou deste blog, estudo matérias da faculdade, leio um livro, procuro uma amiga, tento fazer um programa com meu filho, saio com meu cachorro, vou ao mercado, ligo para a família, vejo televisão, faço ginástica... Não gosto de ficar à toa e isso é de cada um. Tem gente que sente tédio mesmo estando ocupada, pois os afazeres não preenchem um vazio interior, onde mora o tédio.

    É importante viver cada momento da melhor maneira possível. Não deixe o tédio tomar conta de você. Faça alguma coisa que lhe dê prazer, ou qualquer tarefa que precise ser feita, por mais simples que seja. Vença o desânimo. Dê valor às pequenas coisas que confortam o coração. E siga em frente, encare desafios. Cultive um sonho de vida.

    Ainda tenho muito que aprender. Todos nós temos. Por isso pergunto a você, que me lê neste momento. Qual a sua opinião? Como vencer o tédio, o desânimo ? Vamos pensar juntos?
     Beijos, Isa 

    domingo, 12 de agosto de 2012

    Feliz dia dos pais !

    Bom dia queridos  amigos e leitores,
    Hoje vou dedicar esse post a meu pai afinal é dia dos pais.
    Pai,  acordei pensando em você . Lembrei me de tantas coisas boas que vivemos no passado. Quando eu era pequenininha você foi a pessoa que mais me deu amor e carinho. Aprendi o que é o amor com você . Mesmo sentindo falta de seu amor quando fui crescendo tive a sorte de conhecer o verdadeiro amor na minha infância. Quando  adoeceu e entrou para o mundo das drogas eu sentia tanta a sua falta.
    Nasceu um vazio dentro de mim porque na verdade eu não sabia que estava distante por estar nas drogas eu apenas sentia sua falta e me sentia confusa sem saber porque não estava mais ali.   O  vazio foi crescendo cada dia mais dentro de mim .
    Tive a sorte que talvez meus irmãos não tiveram que foi de ter você saudável e ter sentido seu amor .
    Você era um pai tao carinhoso, engraçado, grudado comigo. Fazia deveres de casa comigo me colocava no colo ! Eu ia trabalhar com você na empresa e ficava lá o dia todo amando estar ao seu lado.
    Para mim você era a pessoa mais importante . Eu tinha tanto orgulho de você. Era o melhor pai , amigo e o homem mais lindo do mundo. Meu heroí.
        O amor na vida do ser humano é tão importante e necessário . Vejo hoje com clareza que o amor que recebi de você , mesmo que por poucos anos foi fundamental para eu ser a mulher que sou hoje.
     Com amor  e carinho que me deu  senti o amor verdadeiro e quando meu filho nasceu pude dar a ele o amor que você me ensinou.
    Que saudades de ter você por perto pai.  Hoje 25 anos depois que você começou a usar drogas estou novamente sentindo orgulhosa de meu pai e é tão bom. Você parou com as drogas e isso me deixou tao feliz .  Pai você é muito mais forte do que  pensa. Você conseguiu!
    Ainda carrego comigo muitas feridas, magoas e traumas pelo que passei vivendo perto do mundo das drogas.  Não fico remoendo pois na vida  é com as tristezas e perdas que crescemos e aprendemos a cuidar de nós. Então não o culpo por nada  só sinto pena do que tivemos que passar .  Se você não tivesse caído no mundo das drogas tudo teria sido diferente para todos nós .  A droga acaba com as famílias!
    Tive necessidade de mudar de vida, morar sozinha , cuidar de  meu filho e de mim.
    Segui o caminho da saúde e hoje tenho uma vida em paz ao lado de meu filho.
    Desde muito pequena tive que aprender a me virar e isso fez de mim a mulher especial e forte que sou.
    Minha mãe sempre foi uma boa mãe mas foi com você pai que aprendi o que é o amor.
    Como Freud já dizia: " Como fica forte uma pessoa quando sabe que é amada" por muitos anos sabia que era amada por você pai.  Mas quando senti que não me amava mais fui ficando fragil e muito triste  , mas hoje sei que não foi falta de amor e sim que você estava doente . E por isso hoje me sinto mais forte e preparada para refazer minha vida e ter minha família. Pai obrigada pelo seu amor, pelo seu carinho pelo seu colo, por me escutar por me amar!  Eu te amo!
    Falarei mais sobre minha historia e sobre meu pai no meu livro que em breve será lançado!
    Hoje vou almoçar com meu pai e meu filho !
    Vocês que tem alguma magoa de seu pai só por hoje vão vê lo e dar um beijo pelo dias dos pais , não adianta guardar rancor nessa vida! Um dia você lembrará dessa data com alegria.
    Feliz dia dos pais para todos os pais!
    Pai te amo muito e agradeço a Deus por estarmos juntos novamente,
    Beijos, Isa

    sexta-feira, 20 de julho de 2012

    O ciúme doentio



    Frequentemente vemos na mídia notícias de crimes motivados pelo ciúme doentio. Por que acontecem tantos crimes nas relações de pessoas que se amam e que têm tudo para ser felizes?

    Existem vários motivos, nenhum deles razoável. Até mesmo o amor e a paixão podem trazer muito sofrimento se forem mal administrados. Quando amamos alguém, isso não quer dizer que possuímos esse alguém. As pessoas ciumentas precisam aprender isso. Ninguém é dono de outra pessoa.

    Se muitas vezes não podemos controlar nem a nós mesmos, como controlar o outro? Se você está com alguém é porque deseja isso. É porque o ama. Se quiser estar com outro, e se este for um desejo forte, vai acabar traindo de qualquer jeito. Não se pode tentar controlar a vida do outro a ponto de evitar uma traição ou mesmo o fim do relacionamento.

    Prender não adianta. Isso produz apenas ressentimento, irritação e vontade de ser livre. O ser humano nasceu para ser livre. 

    É claro que num relacionamento sério você tem que respeitar o outro, não trair, não mentir. Cuidar de uma relação amorosa exige abrir mão de certas coisas que incomodam o outro, mas isso tudo com limites.

    Existe um ciúme até gostoso, como um “tempero do amor”. É quando acontece um fato que nos deixa inseguros, mas nos faz lembrar que o amor precisa ser conquistado a cada momento. Não podemos culpar o outro por isso.

    O ciúme doentio, por outro lado, produz agressões psicológicas que acabam com qualquer relação. Quem ama não pode querer que o outro anule sua própria vida. O amor agrega, cria, fortalece. Amor não destrói a vida do outro. Cada um de nós precisa ter vida própria! Quem ama verdadeiramente respeita o outro acima de qualquer coisa e confia pelo menos até ficar provado que ele não merece sua confiança.

    Você não pode querer viver com uma pessoa em quem não confia. Controlar a vida do outro 24 horas por dia é doença grave e pode acabar em tragédia. A pessoa com essa doença tem que procurar ajuda médica e psicológica.

    E quem sofre essa agressão também tem que procurar ajuda, buscar um grupo de apoio, para também descobrir porque permitiu ser agredida. É muito importante descobrir o motivo disso, para se libertar do medo, da insegurança, e não aceitar mais ser vítima de ameaças e agressões. Para ser feliz não se pode deixar de amar a si mesmo, por mais amor que se sinta pelo outro.

    Quem sente ciúme doentio tem pensamentos obsessivos. Acredita que será traído, sofre muito com isso e faz o outro sofrer. Agride.  E quem sofre essas agressões e acusações não aguenta. Vai se distanciando do parceiro e isso faz com que ele fique ainda mais inseguro. É um círculo vicioso.

    O ciumento obsessivo acredita piamente no que sua mente está fantasiando. Não percebe o estrago que está causando. Acha que está certo. Que o ciúme é normal para quem ama. Não é assim. Quem ama respeita , confia, quer o bem do outro. O amor verdadeiro faz a pessoa mais feliz, e não o contrário.

    E a relação fica muito complicada quando fica uma montanha russa. É um céu, quando estão bem, e vira um inferno quando um dos dois acusa o outro de estar mentindo e traindo. Depois de uma crise agressiva, o ciumento demonstra amor, torna-se carinhoso, trata muito bem a pessoa amada, e isso confunde. Então pensamos: “Nossa, ele me ama tanto, é tão carinhoso, faz tudo por mim... vou dar mais uma chance.” Pensando bem, seria melhor se ele fosse menos carinhoso do que um dia te dar um beijo e, no outro, um tapa. Quem sofre as agressões acaba sentindo raiva do acusador. Ninguém consegue viver assim.

    Senti vontade de escrever um pouco sobre este assunto, não só por causa das notícias que estão nos jornais, mas também por ter superado esse sentimento de ciúmes dentro de mim. Fui uma menina muito ciumenta e insegura. Sempre achava que seria traída por todos. Quando comecei a fazer análise, comecei um trabalho forte para aprender a me amar, a ter autoestima e ver por mim mesma que, se alguém está perto de mim, está porque quer e não porque eu o prendo. Quando mais você prende a pessoa amada por medo de perdê-la, mais está perdendo. 

      Precisamos aprender a lidar com o ciúme. Quem tem ciúme doentio precisa tratar a base do problema. O problema real não está no outro. O doente em crise não enxerga o grau do problema e passa por cima de qualquer fato. Acha que é apenas um ciúme normal, coisa de casal que se ama. Mas quando o ciúme é doença, deixa de ser uma simples briguinha de casal. Torna-se perigoso.

    Você perde a vontade de construir alguma coisa com essa pessoa porque ela faz ameaças o tempo todo. Deixa você inseguro pela insegurança dela! Como se casar com quem que não confia em você? Esses sentimentos não se encaixam.

    Só consigo me envolver de verdade com pessoas em que confio totalmente. Sofri muitos anos com o sentimento de ciúme, que era até pequeno perto de muitos casos que vejo hoje. Perdi pessoas, sonhos e saúde, por causa disso. Mas foi sofrendo que aprendi a procurar ajuda e a me controlar. Somente tornando-me uma pessoa mais segura consigo confiar no outro e ter uma relação saudável.

    Se você tem muito ciúme e é inseguro, mude! Lute pela pessoa que você ama. Não afaste seu amor por sentimentos de posse. Se você sente que não consegue se controlar, procure ajuda.

    Qual o problema em precisar de ajuda? Quem busca ajuda é uma pessoa forte. Os covardes são os que fingem que tudo está bem e que podem resolver tudo sozinhos. Todos nós precisamos de ajuda em alguns momentos. Precisamos do olhar do outro para nos alertar.

    Quando precisei de ajuda, busquei a psicanálise. Agora sou muito mais feliz quando estou com alguém, porque confio, antes de tudo. Hoje tenho controle de meus pensamentos e mesmo que vier um sentimento ruim, de posse ou de perda, eu luto contra essas fantasias negativas e deixo a razão entrar.
     Fico triste em ver casais que tem tudo para ser feliz e arrumam problema onde não tem. Uma pena. Gente confie em você e na pessoa que esta com você . O amor é o sentimento mais lindo não se boicote . Não estraga sua felicidade por um sentimento bobo e infantil. 
    Beijos, Isa

    domingo, 24 de junho de 2012

    Psicofobia


    “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” (Albert Einstein)
    “Psicofobia é crime”. Um artigo com esse título no jornal de hoje (O Globo, 24/06/2012, pág. 7), veio ao encontro do que escrevi neste blog exatamente há um mês, no dia 24 de maio: “Hoje sou feliz de verdade”.

    Está crescendo o preconceito contra a depressão e os demais transtornos mentais, embora esses problemas atinjam muita gente, denuncia o autor do artigo, Antônio Geraldo da Silva, que é presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Só no Brasil, 46 milhões de pessoas já tiveram ou têm depressão, segundo o Ministério da Saúde.

    “Psicofobia” é o nome desse preconceito contra pessoas que têm problemas psíquicos. Já é hora de combater essa discriminação, como atualmente já se faz no caso dos homossexuais, dos negros e das mulheres – afirma ele.

    Tenho dito neste blog que não tenho vergonha do que passei e nada vou esconder. Exponho meus problemas, porque muita gente se identifica com o que escrevo e assim podemos, juntos, buscar a superação, como já tem acontecido. Dentro das minhas possibilidades, me proponho a ajudar a quem me conta seus problemas, porque fazendo isso estou ajudando também a mim mesma.

    No livro que estou escrevendo, falo bastante sobre meus medos e sobre uma depressão que de vez em quando chega com força. Desde que me entendo por gente, vivo situações de medo. Não chega a ser um medo de coisas reais, e sim de vivências que ficaram travadas no passado. Muitas vezes me vejo vivendo um período tranquilo em minha vida, uma vida normal, com medos normais que todo mundo tem, e de repente um verdadeiro pavor toma conta de mim: medo de perder o que conquistei, perder tudo o que é bom e voltar ao sofrimento do passado.

    Neste exato momento estou batalhando para sair de uma fase deprimida. Não sei como ou por que, senti um desânimo que me parecia impossível superar. Fiquei paralisada, sem vontade de nada. Com medo de tudo. De sofrer. De não conseguir ser feliz. Então pensei comigo mesma: “Medo também é um tipo de desejo às avessas, um desejo de que tudo dê errado. Vou tentar substituir o medo pela vontade.
    De ser feliz, estar com os outros, amar e ser amada, fazer meu trabalho ser bem-sucedido... Por que não? É uma questão de escolha!”

    No meio dessa batalha ficou bem claro para mim que fazer a boa escolha e segui-la depende basicamente da própria pessoa. “Deixe o sol entrar.
    Fique firme. Respire. Confie. Mexa-se. Vai ficar tudo bem” – fiquei repetindo isso como se fosse um mantra. E deu certo! Aqui estou!

    Se não houver preconceito, se for maior a aceitação e o afeto, maior será a auto-estima de quem precisa acordar para as escolhas positivas. E as pessoas terão mais força para superar a depressão, a ansiedade, o pânico. Cada um de nós é importante para tornar o mundo melhor.
    Beijos, Isa