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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

leia com atenção e carinho "co-dependência "


Olá meus queridos leitores e amigos boa noite!!!!!!
Estive pensando hoje sobre um aspecto que tratei no post "little girls lost ....", aos que tem acompanhado as publicações sabem do que estive falando, aos que não dê uma olhadinha!
Neste post relatei sobre muitos dos sentimentos que sentia em minha adolescência, consequências de dependência química em minha família. Como sabem, um dos objetivos do blog e de meu futuro livro é orientar as pessoas e ajudar aos que possam ter vivido ou estejam vivendo situações semelhantes as que vivi. Sendo assim, achei válido publicar um texto informativo sobre co dependencia, de uma grande amiga minha que é psicóloga.
Espero que gostem!

Co-Dependência
Por Letícia Menescal, Psicóloga.

definiçao : Entre muitas definições podemos dizer que co-dependência define-se como sendo aqueles comportamentos apreendidos e derrotistas ou defeitos de caráter que resultam numa reduzida capacidade de iniciar ou participar de relacionamentos de afeto.Podemos afirmar também que a co dependência é a inabilidade de manter e nutrir relacionamentos saudáveis com os outros e consigo mesmo.
Comumente um co dependente é um indivíduo que sendo uma pessoa que tem deixado o comportamento de outra afeta-la, e é obcecada em controlar o comportamento de outra pessoa.

É a pessoa que desenvolve relações baseadas em problemas. O foco está sempre no outro e o vínculo não é o amor ou a amizade, mas a doença, o poder, o controle. No fundo o co-dependente acredita que pode mudar o outro. Seus relacionamentos são criados para transformar os outros. NECESSIDADE IMPERIOSA EM CONTROLAR COISAS, PESSOAS,CIRCUNSTÂNCIAS/COMPORTAMENTOS NA EXPECTATIVA DE CONTROLAR SUAS PRÓPRIAS EMOÇÕES.

Tudo começa com o fato de nos encontrarmos ligados (por amor, obrigação ou dever) a alguém muito complicado, doente física ou emocionalmente, que por conta desta doença se auto-destrói ou desiste de viver e precisa, aparentemente, de nosso apoio e cuidado constante.
Muitas pessoas acreditam que a co-dependência esta ligada somente a pessoas envolvidas afetivamente com alcoólicos ou dependentes químicos, mas na verdade existe é uma co-relação entre a desordem compulsiva ou compulsividade. Ou seja, seria natural termos co-dependentes em famílias onde algum membro possa apresentar problemas com alimentação (comer de mais ou de menos), jogos, comportamentos sexuais inadequados entre outros. Podemos encontrar co-dependentes também nas seguintes situações:
*Pessoas em relacionamento com indivíduos com doenças crônicas;
*Pais de crianças com problemas de comportamento;
*Pessoas em relacionamentos com pessoas irresponsáveis e
* Enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais de saúde em ajuda a outras pessoas.

Histórico
O termo surgiu na área da terapia no fim da década de 70. Mas foi nos anos 40, depois da criação dos Alcoólicos Anônimos (AA) que um grupo de pessoas geralmente esposas de alcoólicos formaram grupos de ajuda mútua e apoio para lidar com as formas com que elas eram afetadas pelo alcoolismo dos maridos. As pessoas (esposas) também queriam um programa. Revisaram as doze tradições do AA e mudaram o nome para Al-anon.

Características de comportamento de um co-dependente:
Uma pessoa que sofra com a co-dependência pode apresentar alguns comportamentos que para elas são normais e somente depois de um tratamento tomam consciência desses comportamentos e do estrago que eles causam em suas vidas.
Segue abaixo exemplos desses comportamentos:
Tentam controlar a vida do outro;
Preocupam-se até a exaustão com as outras pessoas;
Tem tentado ajudar de forma que não ajudam;
Dizem sim quando querem dizer não;
Tentam que as outras pessoas façam as coisas à sua maneira;
Evitam ferir os sentimentos das pessoas, mesmo que para isso estejam ferindo à si próprios;
Tem medo de confiar em seus sentimentos;
Acreditam em mentiras e depois se sentem traídas;
Desejam vingar-se de outros e puni-los.
Os co-dependentes reagem demais e agem de menos.
Em outras palavras eles somente têm ações contrárias a outra, ao passo que deveriam atuar ou serem donos de sua ação sem que houvesse a influência de um comportamento de outrem. É escrever e ser dono da sua história.
Como aspectos positivos os co-dependentes são benevolentes, preocupados e dedicados com as necessidades do mundo.
Denominadores comuns na co-dependência :
Para que exista a co-dependência é necessário que exista dois denominadores comuns, caso contrário ela não existirá. Primeiramente deverá haver um relacionamento pessoal ou profissional com pessoas perturbadas, carentes ou dependentes. E em segundo lugar deverá haver nesse relacionamento regras silenciosas e não escritas que geralmente se desenvolvem e estabelece o ritmo dos relacionamentos. Essas regras proíbem a discussão de problemas, expressões abertas de sentimentos, a comunicação honesta e direta e as expectativas realistas.
Características de um co-dependente
Existem algumas características peculiares de um co-dependente, no que se refere a sua postura e visão de si mesmo.
São elas:
Fecha-se a necessidade de dar e receber amor;
Não se levar a sério;
Sentimento de derrota e pessimismo diante da vida;
Sentimento de culpa a todo tempo;
Perda do controle de sua vida;
Sente-se usado pelas pessoas;
Baixa auto estima, que muitas vezes beira o ódio a si próprio;
Auto repressão;
Sentimentos intensos de ira e raiva;
Dependência específica em pessoas peculiares;
A atração e tolerância pelo bizarro;
Problemas de comunicação;
Problemas de intimidade e
Postura de vítima no enfrentamento das situações da vida e no relacionamento com as pessoas.
Co-dependência é uma doença ou não?
Nem todos os especialistas concordam que co-dependência é uma doença. No entanto os que acreditam se justificam por causa dos seguintes fatores:
Porque os co-dependentes estão reagindo a uma doença como por exemplo o alcoolismo;
Ela é progressiva porque os comportamentos dos co-dependentes são autodestrutivos e se tornam viciosos. A co-dependência envolve um sistema vicioso de pensar, sentir e comportar-se em relação a si mesmo e aos outros que acaba por causar dor ao co-dependente.
Se algo traz dor e sofrimento podemos caracterizar como um transtorno e um transtorno precisa ser tratado .Como deixar de ser um co-dependente:
Poderíamos dizer que o primeiro passo seria a conscientização acerca de si próprio e do processo que o individuo esta vivendo. Em segundo passo seria a aceitação do que si é e de como está. E para que isso ocorra é necessário algumas mudanças em relação a si próprio.
São elas:
Aprender a parar a dor e assumir o papel de sua vida, pois resolver seus problemas é de sua responsabilidade;
Encontrar sua própria recuperação ou processo de cura;
Compreender a co-dependência e certas atitudes, emoções e comportamentos que lhe acompanham;
Mudar essas atitudes e comportamentos e compreender o que se deve esperar quando essas mudanças ocorrem;
Tornar-se mais tolerante consigo mesmo.

Segue abaixo algumas perguntas que podem ser úteis na identificação da co dependência, deixando claro que o auto conhecimento é uma questão puramente pessoal e também delicada, portanto as perguntas que seguem são apenas no intuito de orientar, jamais pretendendo encerrar o assunto.
Você se sente responsável por outra pessoa?
Seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
Você se flagra constantemente dizendo "sim" quando quer dizer "não"?
Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?
Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? Você sente-se inadequado?
Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?
Você sente vergonha da sua própria vida?
Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?
Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que impede-lhe de mudar?
Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
Você vive ajudando as pessoas a viverem? Acredita que elas não sabem viver sem você?
Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?
Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?
Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha?

Se você leitor, identificou que apresenta co dependência, você pode escolher sua recuperação.É possível viver de uma forma diferente da vivida até então.
Como recuperar-se? Não fuja da realidade, decida-se a olhar para onde as falhas realmente se encontram: dentro de nós mesmos. É nossa responsabilidade fazer alguma coisa a respeito. Culpa, censuras e críticas só atrapalham, descarte-as. Se for difícil, procure ajuda.
As respostas estão dentro de você.
Tudo o que tem a fazer é analisar, ouvir e acreditar.
" O pessimista queixa-se dos ventos. "
O otimista espera que eles mudem. "
" O realista ajusta as velas... "
A escolha é sua.
Que vocês possam ser autores da própria história.

Segue abaixo links que podem ser úteis:
http://www.naranon.org.br/
http://www.codabrasil.org/
http://www.al-anon.org.br/
http://www.grupomada.com.br/

sábado, 11 de setembro de 2010

FREE YOUR SELF

Bom dia meus queridos leitores!
Esses dias tem sido difíceis para mim. Ando tenho insônia, ansiedade de novo, estou triste também. Sabe quando você volta a pensar em tudo que já passou?!
No meu caso: namoros que não deram certo amores que dariam certo mas você deixou escapar por estar focada em outras coisas, falta de amor de meus pais que hoje gera extrema carência, saudades de meus irmãos que moram longe de mim, saudade da época que colocava meu filho no colo, vontade enorme de me formar e construir uma vida financeira independente de minha família ... Mesmo melhorando uma melhora de 90 graus aquela pontinha de vazio ainda me ronda. Estava tão feliz pois não sentia isso há meses, mas essa semana voltou. É um sentimento muito ruim, pois nada nem ninguém pode preencher só o tempo e você mesma. Hoje sei disso. Antes ficava em uma busca incansável para tampar a dor que o vazio trás, que é a angústia. Como é difícil conviver com a angústia.
Um exemplo que posso dar á vocês é: quando estamos querendo preencher o vazio de qualquer forma e querendo fugir da dor, parecemos pessoas que estão se afundando no mar e quando vêem BOIAS agarram qualquer uma, só para não morrer. As pessoas fazem isso por desespero, medo, fuga por não confiar nelas mesmas. Então não escolhem a bóia, a cor da bóia, qual é a melhor bóia para elas. Elas apenas agarram a primeira que aparece na frente delas. Mas esta é uma escolha doentia e triste.
Porque nós temos que poder fazer a melhor escolha para nós! Ou melhor, temos que escolher conscientemente não aceitar qualquer coisa que se apresente com aparência que pode ser útil e bom.
Voltando ao assunto do vazio que causa a angustia eu nem me lembrava mais de como era. Para pessoas que tem essa predisposição ou que ainda não acertaram totalmente suas vidas na análise ou encontrando respostas, descobrindo o seu EU por total esse vazio fica rondando não é???
Eu ainda tendo medo das coisas do passado que vivi, traumas, dor, rejeição, falta de limites que na criança causa sentimento de falta de amor. Por isso às vezes esse vazio bate. Nós que ainda temos que conviver com as pessoas que nos causaram o trauma.
No meu caso foi meu pai. Eu sei que ele não fez nada de propósito. Ele sempre foi doente, depois dependente químico e ao longo dos anos só foi piorando o quadro da doença dele. Por isso racionalmente eu sei que ele não tem culpa. Mas como filha, emocionalmente ainda não sei separar esses sentimentos muito bem dentro de minha cabeça e coração...É muito difícil é um trabalho diário, dói, machuca. Eu amo meu pai, ao meu tempo sinto raiva, o culpo, tenho saudades, queria vê-lo, mas ele por ser doente que me culpa e não quer me ver...é muito difícil gente ... São misturas de sentimentos extremos na verdade queria apagar tudo que vivi, mas isso é impossível e não é saudável. Por isso faço análise também pois quanto mas você coloca para fora e tem consciência de suas dores, traumas e de onde vem você fica melhor com você mesma e as enfrenta com mais força e liberdade!
Freud já dizia que quanto mais você fala de sua dor, das questões de difícil enfrentamento, das coisas que você nem lembrava (mas estavam te paralisando e causando sofrimento psíquico), você melhora, o processo de cura se processa desta forma. E sou testemunha de que isso é verdade. Fui curada de muitos sentimentos que estavam inconscientes e que vieram à tona enquanto eu falava de meu passado, e hoje não me assombram como antes. Sou uma nova pessoa cheia de vontade de viver e amor pela vida. Ainda tenho muito à melhorar e crescer, como todos nós.
O que quero passar para vocês meus queridos é que se você quer melhorar de sua dor seja ela qual for, seja de onde veio, busque ajuda como eu fiz. Não deixe para depois. Não procrastine. O problema sempre vai estar no mesmo lugar esperando por você, portanto não adianta tentar fugir. Quando fazemos isso estamos enganando a nós mesmos. E a ferida continua lá, infeccionada e causando dor. Então o quanto antes você puder, decida recomeçar uma vida que vale à pena ser vivida!!!
Como estava falando no começo desse texto, essa semana foi triste para mim, pois lidei com sentimentos do passado tive saudades de pessoas queridas, tive medo de não conseguir dar continuidade nos meus projetos...
Estou tão feliz com minha nova vida com minha faculdade, com meu Blog, com o projeto de meu livro, com tudo na verdade. E o medo bateu à minha porta. O medo de perder todas estas coisas boas e que estão me trazendo alegria. Como fui criada em um padrão de que quando as coisas estão boas" cuidado que vem bomba!!! ' É como se eu inconscientemente já ficasse aguardando a má notícia. É.. essa voz ainda me ronda. Mas hoje tenho meus mecanismos para falar para mim mesma: Isabella se você conseguiu chegar até aqui e antes conseguiu lutar e passar por tantas coisas piores, como não vai conseguir alcançar seus sonhos?! Vai sim!!!
Não desista! E assim continuo e vejo que é isso mesmo que tenho que fazer: encarar tudo de frente, sempre . Temos a tendência de agir como fomos moldados, mas se esse molde não foi bom para você faça como eu, olhe para você e veja tudo que você conquistou sozinha e acredite em você ! Todo ser humano está sujeito a padrões de comportamentos repetitivos e compulsivos, sendo que, na maioria das vezes, não faz isso de modo consciente ou intencional.
Por sua vez, cada padrão de comportamento repetitivo corre o risco de se transformar em vício e acarretar danos a todas as relações interpessoais. Podemos com boa vontade, perseverança e ajuda de profissionais de saúde, remodelarmos nossos pensamentos, criar outros padrões mais saudáveis. Medo, sempre iremos ter um pouco e um pouco de medo é saudável nos deixa com os pés no chão ...
Saia da sua zona de conforto e desfrute novas possibilidades e caminhos! Vale à pena!
Contem comigo! beijos xoxoxoxo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Prefácio de meu futuro livro

Ao meu pai que amo demais ; a minha mãe que é hoje minha melhor amiga ; aos meus irmãos ; a meu filho , que praticamente salvou a minha vida e que me devolveu a alegria de viver; ao meu analista que me fez enxergar o meu EU; as minhas grandes amigas que sempre estiveram ao meu lado; a mim mesma que hoje estou lutando e vivendo uma vida minha feliz e saudavél ;a minha sobrinha Maria Antonia enfim a todos vocês , que com este livro pretendo e espero ajudar de alguma forma a superar problemas e traumas .

Um turbilhão...
Faço análise desde a adolescência. Mas em Novembro de 2008 comecei uma terapia completamente diferente de tudo o que já tinha experimentado: comecei uma jornada intensa em busca de mim mesma, dos meus focos, dos meus sonhos pessoais, sempre tão perdidos num turbilhão de acontecimentos problemáticos e doentios, que me arrastaram desde muito pequena de uma forma avassaladora, sem nunca me deixar espaço para um livre arbítrio sobre o que eu realmente queria. Eu me achava uma pessoa fraca, frágil, e comecei a perceber que tudo o que eu havia feito na minha vida até hoje, tinha sido em função de lutar e proteger as pessoas que eu amo e tentar resolver os problemas da minha família. Percebi o quanto eu era forte e uma grande lutadora desde pequena, e como consegui enfrentar e sobreviver a tantas crises, e criar meu filho longe dessa loucura, proporcionando a ele, dentro do possível, um ambiente normal e saudável, bem diferente do que eu nunca tive.
Por isso resolvi escrever esse livro. Para dividir com vocês a minha história, abrir meu coração e a minha alma e quem sabe ajudar todos os que passam ou passaram por problemas parecidos com os meus. Mostrar que em qualquer família, pode ser rica, classe média, pobre, não importa, uma doença psiquiátrica pode existir e tem que ser diagnosticada e tratada o quanto antes, para que não se transforme num pesadelo do qual não se consiga acordar.
Infelizmente, minha família, que todos consideravam normal perfeita e que tinha tudo para ser feliz... vive esse pesadelo. Meu pai é bipolar e dependente químico. Infelizmente, a doença dele não foi diagnosticada a tempo. Sem saber que estava doente, ele entrou no caminho infernal das drogas. Eis a razão de tudo. Até hoje estamos em busca de um final feliz para a nossa história.
Quero mostrar a vocês que mudar é possível, largar as drogas é possível, mas é preciso coragem para abrir os olhos, enxergar e enfrentar o problema com coragem e não fazer o que se fez: achar que “é só uma fase que vai passar”, como falavam, ou, como se diz, “tapar o sol com a peneira”. A família tem que ficar atenta, tem que intervir e a pessoa que enveredar pelo caminho das drogas tem de ser convencida a se tratar. É aí que entendemos melhor a velha frase “ser duro sem perder a ternura”, proporcionando a essa pessoa ajuda médica permanente para manter a doença sob controle. Infelizmente minha avó paterna, a matriarca da família, pois meu avô já sofria de um mal irreversível, não enxergou isso. Não fez o que deveria ter sido feito com meu pai, enquanto ainda era possível regredir o quadro. Ele foi ficando cada vez mais doente e adoecendo toda a família junto.
Compartilhando a minha experiência, quero poder ajudar vocês a entenderem um pouco mais sobre cada detalhe desse problema que vivi e ainda vivo com meu pai. E a dor que ainda carrego comigo todos os dias.
Não é fácil dar um “rewind” no filme da vida e ficar lembrando e analisando tantos momentos tristes e angustiantes, tanta revolta, tanta mágoa que eu tenho guardada dentro de mim, tanta dor. Escrevo cada página desse livro com lágrimas escorrendo. Cada parágrafo, cada lembrança toca meu coração e me leva de volta para um lugar que eu adoraria que nunca tivesse existido. Quero mostrar para vocês como a droga transforma qualquer pessoa num monstro, qualquer lar num verdadeiro inferno, destrói uma família e com todos ao seu redor. O drogado fica sem sentimentos, sem pudor, sem amor por si ou por qualquer outra pessoa. Ele vira um nada e nos momentos de lucidez, também se sente um nada e sofre, sem ter a consciência de que faz sofrer a todos os seus. Ele é um náufrago, que se debate num mar revolto, e quando pensa que vai conseguir chegar na praia, vem uma onda mais forte e o arrasta para o fundo de novo.
Aqui segue minha história para vocês. Precisava dividi-la e se ela puder ajudar alguém ou alguma família, ficarei realizada e feliz.