quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um dia de cada vez !!!


Oi gente !!!
Ontem cheguei angustiada na análise! Não sabia porque estava tão nervosa, ansiosa, preocupada e com medo...
Pois as coisas estão indo bem em minha vida. Meu filho está ótimo, estou indo muito bem na faculdade, estou amando o que estou fazendo me sentindo realizada em meus projetos,me sentindo viva, feliz com o Blog e meu livro.
Só que apesar de todas estas situações positivas estou sentindo muita ansiedade, tendo crise de alegria que na verdade eu não sei lidar com ela! Eu nunca fui feliz assim, produzindo, me identificando com projetos que eu mesma idealizei que não ficaram somente no campo das idéias mas estão sendo colocados em prática. Nunca fui feliz por mim mesma entendem ? Nunca tive a chance de me realizar, de ter esperança que minha vida seria algo diferente do que eu vivia. Agora estou vendo que tudo se encaixa! Tudo faz muito sentido para mim.
São sentimentos paradoxais para mim, e muitas vezes considero meus sentimentos ambivalentes diante de tantas mudanças e transformações, ainda que positivas e representando meu crescimento. Era tudo que queria e agora que estou conseguindo não estou sabendo lidar sabe?! Eu não estou conseguindo dormir. Conversei sobre isso tudo com meu analista . Reclamei da falta de sono e que só fico pensando . Minha mente não pára, trabalha 24 horas! Comentei que estava exausta! Pedi ajuda a ele! Quero compreender a mim mesma! Porque estou me sentindo assim? Não tenho motivos aparentes! Não estou compreendendo a razão de tamanha ansiedade e insônia. Será que depois de sofrer praticamente toda minha vida fiquei com alergia à felicidade?!
Eu realmente estava aflita e sentindo uma angustia muito grande, e foi então que ele me relatou uma história verídica, que irei compartilhar com vocês.
A historia era a seguinte: Na época dos campos de concentração os presos passavam muita fome, passavam por muita privação de todas as formas. Sofriam demais e claro apesar de tanta dor eles se acostumaram com aquele sentimento e até mesmo aprenderam a administrar a sensação de fome como meio de sobrevivência. Eles não sabiam viver de outra forma. Quando apareceram pessoas por lá e levaram grande quantidade de alimento para eles, eles não paravam de comer. Não queriam mais dormir, fazer mais nada a não ser comer. Pois tinham medo de que se parassem iriam sofrer tudo de novo . Que essa alegria não era verdadeira e permanente, mas fugaz e passageira, então iria acabar, por isso não desgrudavam do que os estavam deixando saciados e confortáveis, que era naquele caso a " comida" . Eles não estavam acostumados àquela provisão, com a sensação de saciedade e conforto, mas somente com a dor da privação. Eles tinham medo de parar de comer e correrem o risco de novamente terem fome, "dor "entre outras privações. Ate que os médicos foram vendo que a quantidade de alimento ingerida estava fazendo mal à eles e muitos morriam por isso. Resolveram dar uma porção pequena para cada um todos os dias. Ate que eles se acostumassem que aquilo era de verdadeiro e permanente. Que eles não precisavam temer, pois iria ter novamente alimento para eles no dia seguinte! Que desta vez não tinha ninguém os enganando. Que era verdade! Que podiam confiar! E assim foi o processo até os prisioneiros compreenderem em seu íntimo que aquilo que eles conquistaram era deles e ninguém mais iria tirar. Meu analista me contou essa história para eu mesma perceber que eu estou vivendo esse momento! Para que eu pudesse enxergar também que estes sentimentos ambivalentes e confusos são perfeitamente naturais neste momento em que estou vivendo, pois é uma fase de transição. Circunstâncias boas e saudáveis estão realmente ocorrendo em minha vida, mas como tive muita privação de amor e de tudo ( menos material, o que é o menos importante ) que precisava quando era criança ate o dia de hoje eu ainda preciso de algum tempo para que meus pensamentos sejam modificados, visto que estas experiências foram profundas e me marcaram bastante. Eu ainda tenho dificuldade para acreditar na felicidade! Eu conquistei minha faculdade, a educação de meu filho, meus amigos, meu Blog, meu crescimento como pessoa. Eu posso confiar! O meu analista desempenhou comigo o mesmo papel que aqueles médicos tiveram com os prisioneiros, está me ajudando a enxergar que ninguém ira tirar isso de mim! Me fez ver que foi eu que construí tudo isso até aqui. Ele também disse: Entenda que você também precisa ir mais devagar. Senão você ficará como os presos da história: ansiosos com medo e sem dormir. Porque fica achando que vai acabar! O medo é um sentimento que nos paralisa e suga nossa energia, consumindo todo nosso ser. Dessa vez não vai acabar!
O que acabou foi a vida que você vivia, isso sim, Isabella acabou! Dessa vez você quem fez! Você sofreu muitos maus tratos e privações e por isso não acredita que a felicidade veio e só depende de você. Você precisa de mais tempo para acreditar. Foram muitos anos pensando diferente e sendo tratada de determinada forma, é natural sentir o que você está sentindo. Mas você vai conseguir, como já conseguiu tantas outras coisas.
Eu fico com medo sabe gente ?! De acordar amanha e não ter mais nada. Porque sofri demais... Não tive nada sólido em minha vida! Agora que estou construindo, é difícil à beça crer que o tempo de cantar chegou! Ao invés de estar pulando de alegria, estou com insônia e sofrendo! Mas acredito no meu tratamento e em mim! Estou tendo tantas propostas boas de trabalho e de vida!!! Vocês já passaram por isso?! O meu maior problema é esse. Medo de ser feliz!!! Lógico que tive momentos felizes e maravilhosos mas nada sólido! Minha única felicidade de verdade até hoje, felicidade sólida é meu filho!!! E agora está começando ser minha carreira!
Nossa estou muito feliz! Mas ainda com medo!!! Mas vamos à luta!!! Logo estarei contando aqui para vocês como subi mais este degrau, pois acredito que subirei! Um dia de cada vez!
Se você querido leitor, se sente desta forma, saiba que para ser curado você precisa desejar ardentemente, pois quando fomos tratados na infância principalmente de forma indevida ou imprópria isso pode ter afetado profundamente seu emocional, de forma que para você ser curado da dor do abuso na sua alma você tem de desejar ser saudável, como diz uma autora que muito admiro, chamada Joyce Meyer. Aliás eu não poderia deixar de relatar aqui que esta mulher é um grande exemplo de superação de grande dor e abuso em todos os sentidos. A história dela mostra que é possível deixar de ser prisioneiro da dor para se feliz e saudável. Um dia conto melhor para vocês.
É sempre bom ter alguém para nos inspirar, histórias verídicas que nos fazem ver que é possível sair do fundo do poço! História veritica assim como a minha estou superando meus traumas e sendo feliz !!!
A pergunta que deixo para vocês e que preciso fazer a mim mesma todos os dias: Quer ser curado?! Você está realmente determinado a receber sua cura?

Fica para refletir que nem todos desejam sua cura em intensidade suficiente para fazer tudo o que é requerido. Feridas emocionais podem colocar nosso “eu” em uma prisão e temos que aprender a modificar nossos pensamentos assim como os prisioneiros do campo de concentração precisaram aprender a ter uma mente livre, sem esquecer que isso é um processo que se dá em uma caminhada, um dia de cada vez!
Bom dia para vocês!!!
Beijosss

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

little girls lost and now found !!!


Ontem fui dormir com uma coisa muito importante na cabeça. As memórias de um livro que li aos 13 anos. O livro se chama: Little Girl Lost, Drew Barrymore. Para quem não sabe Drew é aquela menininha que nos emocionou no filme E.T. e assim se tornou em Hollywood uma celebridade com apenas 6 anos de idade . Eu morava em Los Angeles quando comprei esse livro. Eu sempre acompanhava a vida dela. Drew Barrymore sempre estava na mídia envolvida com problemas que se pareciam com os meus e portanto me tocavam . Assim tive vontade de ler a sua história ... Esse livro foi se tornando minha companhia diária. Em cada pagina me encontrava dentro da dor e solidão que essa menina vivia na época com apenas 14 anos. Parecia que ela estava falando comigo. Impressionante!!!
A única diferença em nossa história era que o problema dela era decorrente da sua fama e uso de drogas. Isso trouxe à ela um grande vazio. Mas a dor, a angustia, a solidão, a vontade de sumir, a carência de pais, o medo de ficar sozinha, tudo era igual ... Ela assim como eu, cresceu muito sozinha. Ela não recebia orientação do que era amor e na percepção dela ela não se sentia amada. Eu também não me sentia. Eu tinha uma tristeza nos olhos, depressão, não tinha vontade de viver como tenho hoje. Sentia - me uma garota perdida em Los Angeles .Ela tinha a fama e falta de seus pais, que a levou as drogas e ao abismo . Eu não tinha familiares lá, somente meus pais e irmãos. Mas tinha um enorme vazio por não ter meus pais presentes como eu queria. Eles estavam lá perto de mim mas o amor, a presença e qualidade de tempo, limites, orientação, carinho, isso eu não tinha . Meu pai estava muito doente e minha mãe sempre muito ocupada com tudo da casa.
Para quem não leu meus posts anteriores, meu pai estava envolvido com drogas e minha mãe era co dependente (A co-dependência pode ser definida como um transtorno emocional característico de familiares ou pessoas da convivência direta de dependentes químicos, de jogadores patológicos e portadores de transtornos de personalidade) do meu pai . Quando ele ficava em estado crítico ela cuidava dele, (É o famoso "CARROSSEL DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA: no centro, o dependente químico agindo e ao redor... os co-dependentes estão reagindo, todos estão vivendo em função do dependente) pois era a maneira dela saber lidar com isso e tentar nos preservar de ver certas coisas. Ao invés dela cuidar de nós ela cuidava de meu pai, com o agravamento do dependente, os filhos ficam órfão de pais vivos. E assim nós fomos criados sem limites, orientação, carinho, amor... Minha mãe fez o melhor que pode, mas meu pai a deixava desestabilizada emocionalmente e ela já estava doente e envolvida querendo salvar a vida dele (Todo aquele que está emocionalmente ligado e oferece seus sentimentos e sua vida para "proteger seu dependente", visando impedir que comportamentos anti-sociais tornem-se transparentes, é um co-dependente ). Nesse livro cada palavra que ela dizia, cada frase de dor que eu lia, cada palavra de desespero, era eu gritando por ajuda mas essa ajuda não vinha nunca. Não tinha familiares por perto e fui cada vez ficando mais deprimida , sozinha e foi quando desenvolvi assim como Drew, problemas alimentares que hoje estou curada! Este livro foi um pedacinho de mim e também de minha família .Ele era também de certa forma meu amigo. Com ele não me sentia tão sozinha e estranha no mundo devido à identificação.
A vida se torna incontrolável e como forma de defesa o co-dependente desenvolve seu próprio estilo de vida, modificando sobremaneira o seu modo de se relacionar consigo, com a pessoa problemática e com as demais pessoas de seu convívio familiar, social, e profissional. O problema da dependência química adoece toda a família e todos ao redor (a maioria dos familiares são atingidos pelo problema da dependência.) Sentimos os mesmos "fellings" então tanto o familiar quanto o dependente, no fundo sente a mesma dor! São dores e aflições iguais. O tratamento é bem parecido . Mesmos princípios dos 12 passos entre outras doutrinas e métodos. Mas a dor o medo, a raiva, a culpa, é igual. ( A doença é contagiante. Um familiar acaba adquirindo hábitos e comportamento de um dependente químico/adicto) Você começa a viver um dia de cada vez... Quando voltamos para o Brasil eu já não era mais tão nova e minha vida foi se ajustando . Hoje não tenho depressão nem me sinto perdida! Fui praticamente criada sozinha e consegui criar meu filho muito bem e isso para mim é meu maior orgulho. Depois de tudo que passei com minha família e ainda passo consegui dar a volta por cima e ser uma excelente mãe. O importante é que me mantive sã . Dei a mim e ao meu filho meus próprios limites.
Os co-dependentes precisam ter coragem de colocar limites, fazendo parar de girar o Carrossel e desligar-se emocional mente do dependente, sentindo seu próprios sentimentos e vivendo suas próprias vidas. Estou estudando e buscando uma carreira. Assim como Drew, nós duas little girls losts conseguimos! Ela com internação e se dedicando a seus filmes, fazendo deles sua família!Eu com minha análise,com Deus, com meu filho, com meus estudos, amigos, família que hoje tenho uma relação melhor do que a de Drew, pois isto ela infelizmente não pôde ter ... E agora o Blog e o projeto de escrever meu livro... Tornaram se minha família junto com meu filho. Essas coisas sou eu que estou realizando mas estou sendo preenchida de AMOR! Entendem o que quero dizer?!
Agora Drew com 36 anos diz : " quando estava na casa dos 20 anos, queria um conto de fadas” "Hoje na casa dos 30 , percebi que existe o dia seguinte."
Por isso não precisamos ser tão ansiosos.Só por hoje! A Drew assim como eu buscava loucamente por ser amada devido a historia dela com o pai. Hoje ela assim como eu sabemos que não existe conto de fadas e que sempre tem o amanha. E que podemos ser felizes sozinha .
A ironia é que não precisamos de ninguém para nos dar um conto de fadas, nós mesmas podemos nos dar... E podemos fornecer para quem quisermos por outras vias ...
Demos a volta por cima e você também pode!!!
Espero ter esclarecido ainda que superficialmente a questão de como a dependência química é um problema que afeta a todos os envolvidos, não somente o usuário, as conseqüências são nefastas, dolorosas, mas é possível sair do fundo do poço, pois quando queremos ajuda, aceitamos que estamos doentes, sempre haverá uma mão estendida em sua direção.
Um bom dia a todos, aguardem os próximos posts!
Beijos Isa





sábado, 11 de setembro de 2010

FREE YOUR SELF

Bom dia meus queridos leitores!
Esses dias tem sido difíceis para mim. Ando tenho insônia, ansiedade de novo, estou triste também. Sabe quando você volta a pensar em tudo que já passou?!
No meu caso: namoros que não deram certo amores que dariam certo mas você deixou escapar por estar focada em outras coisas, falta de amor de meus pais que hoje gera extrema carência, saudades de meus irmãos que moram longe de mim, saudade da época que colocava meu filho no colo, vontade enorme de me formar e construir uma vida financeira independente de minha família ... Mesmo melhorando uma melhora de 90 graus aquela pontinha de vazio ainda me ronda. Estava tão feliz pois não sentia isso há meses, mas essa semana voltou. É um sentimento muito ruim, pois nada nem ninguém pode preencher só o tempo e você mesma. Hoje sei disso. Antes ficava em uma busca incansável para tampar a dor que o vazio trás, que é a angústia. Como é difícil conviver com a angústia.
Um exemplo que posso dar á vocês é: quando estamos querendo preencher o vazio de qualquer forma e querendo fugir da dor, parecemos pessoas que estão se afundando no mar e quando vêem BOIAS agarram qualquer uma, só para não morrer. As pessoas fazem isso por desespero, medo, fuga por não confiar nelas mesmas. Então não escolhem a bóia, a cor da bóia, qual é a melhor bóia para elas. Elas apenas agarram a primeira que aparece na frente delas. Mas esta é uma escolha doentia e triste.
Porque nós temos que poder fazer a melhor escolha para nós! Ou melhor, temos que escolher conscientemente não aceitar qualquer coisa que se apresente com aparência que pode ser útil e bom.
Voltando ao assunto do vazio que causa a angustia eu nem me lembrava mais de como era. Para pessoas que tem essa predisposição ou que ainda não acertaram totalmente suas vidas na análise ou encontrando respostas, descobrindo o seu EU por total esse vazio fica rondando não é???
Eu ainda tendo medo das coisas do passado que vivi, traumas, dor, rejeição, falta de limites que na criança causa sentimento de falta de amor. Por isso às vezes esse vazio bate. Nós que ainda temos que conviver com as pessoas que nos causaram o trauma.
No meu caso foi meu pai. Eu sei que ele não fez nada de propósito. Ele sempre foi doente, depois dependente químico e ao longo dos anos só foi piorando o quadro da doença dele. Por isso racionalmente eu sei que ele não tem culpa. Mas como filha, emocionalmente ainda não sei separar esses sentimentos muito bem dentro de minha cabeça e coração...É muito difícil é um trabalho diário, dói, machuca. Eu amo meu pai, ao meu tempo sinto raiva, o culpo, tenho saudades, queria vê-lo, mas ele por ser doente que me culpa e não quer me ver...é muito difícil gente ... São misturas de sentimentos extremos na verdade queria apagar tudo que vivi, mas isso é impossível e não é saudável. Por isso faço análise também pois quanto mas você coloca para fora e tem consciência de suas dores, traumas e de onde vem você fica melhor com você mesma e as enfrenta com mais força e liberdade!
Freud já dizia que quanto mais você fala de sua dor, das questões de difícil enfrentamento, das coisas que você nem lembrava (mas estavam te paralisando e causando sofrimento psíquico), você melhora, o processo de cura se processa desta forma. E sou testemunha de que isso é verdade. Fui curada de muitos sentimentos que estavam inconscientes e que vieram à tona enquanto eu falava de meu passado, e hoje não me assombram como antes. Sou uma nova pessoa cheia de vontade de viver e amor pela vida. Ainda tenho muito à melhorar e crescer, como todos nós.
O que quero passar para vocês meus queridos é que se você quer melhorar de sua dor seja ela qual for, seja de onde veio, busque ajuda como eu fiz. Não deixe para depois. Não procrastine. O problema sempre vai estar no mesmo lugar esperando por você, portanto não adianta tentar fugir. Quando fazemos isso estamos enganando a nós mesmos. E a ferida continua lá, infeccionada e causando dor. Então o quanto antes você puder, decida recomeçar uma vida que vale à pena ser vivida!!!
Como estava falando no começo desse texto, essa semana foi triste para mim, pois lidei com sentimentos do passado tive saudades de pessoas queridas, tive medo de não conseguir dar continuidade nos meus projetos...
Estou tão feliz com minha nova vida com minha faculdade, com meu Blog, com o projeto de meu livro, com tudo na verdade. E o medo bateu à minha porta. O medo de perder todas estas coisas boas e que estão me trazendo alegria. Como fui criada em um padrão de que quando as coisas estão boas" cuidado que vem bomba!!! ' É como se eu inconscientemente já ficasse aguardando a má notícia. É.. essa voz ainda me ronda. Mas hoje tenho meus mecanismos para falar para mim mesma: Isabella se você conseguiu chegar até aqui e antes conseguiu lutar e passar por tantas coisas piores, como não vai conseguir alcançar seus sonhos?! Vai sim!!!
Não desista! E assim continuo e vejo que é isso mesmo que tenho que fazer: encarar tudo de frente, sempre . Temos a tendência de agir como fomos moldados, mas se esse molde não foi bom para você faça como eu, olhe para você e veja tudo que você conquistou sozinha e acredite em você ! Todo ser humano está sujeito a padrões de comportamentos repetitivos e compulsivos, sendo que, na maioria das vezes, não faz isso de modo consciente ou intencional.
Por sua vez, cada padrão de comportamento repetitivo corre o risco de se transformar em vício e acarretar danos a todas as relações interpessoais. Podemos com boa vontade, perseverança e ajuda de profissionais de saúde, remodelarmos nossos pensamentos, criar outros padrões mais saudáveis. Medo, sempre iremos ter um pouco e um pouco de medo é saudável nos deixa com os pés no chão ...
Saia da sua zona de conforto e desfrute novas possibilidades e caminhos! Vale à pena!
Contem comigo! beijos xoxoxoxo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Déjà vu...

O que mais tenho de precioso nessa vida é meu filho...
Hoje buscando ele no curso de Inglês voltamos para casa conversando. Conversamos sobre

Déjà vu , ele queria saber o que era na verdade e se existia e como isso acontecia com a gente . Eu expliquei para ele disse : João Déjà vu não é como todos pensam e como nos mesmo pensávamos ser na verdade, quando sentimos um Déjà vu, os neurologistas explicam que nossos cérebros por milésimos de segundos se "desliga ".
Então na verdade não é que já estivemos lá , e sim que estamos “ali ” e por isso sentimos esse
" feeling " de já ter vivido isso antes, pois o cérebro se "desliga" e quando volta, sentimos que já estivemos em tal lugar mas é o lugar que estamos no momento !!! Déjà vu é usualmente pensado como uma impressão de já ter visto ou experimentado algo antes, que aparentemente está a ser experimentado pela primeira vez. É possível que a sensação que tem seja disparada por ação neuroquímica no cérebro que não está ligada a nenhuma experiência do passado.
Sente-se estranho e associa a sensação com já ter experimentado isso antes, mesmo se a experiência é completamente nova. Ou seja, déjà vu (já visto, em francês) pode não envolver um falso reconhecimento de algo que já se viu antes. A sensação de déjà vu é comum entre pacientes psiquiátricos. Também precede ataques de epilepsia do lóbulo temporal.
Se assumimos que a experiência é na verdade uma recordação, então o déjà vu ocorre provavelmente porque uma experiência original não foi completamente codificada.

Nesse caso parece provável que a situação presente dispare a recordação de um fragmento do passado que se baseia numa experiência real mas de que temos apenas uma memória vaga. Nossa ele ficou bobo, adorou minha explicação. Na verdade eu também não sabia, mas como ele havia me perguntado isso algumas vezes a um tempo atrás, fui logo perguntar para um médico e ele me explicou e que existem outras explicações subjetivas também, mas a orgânica é essa! Acho que ele puxou esse meu lado de querer saber tudo, saber os porque das coisas, e se entender. Ele sempre está em busca de saber porque ele sente isso, porque tudo rs!!! Mas é bom , como meu analista diz: a curiosidade é um sinal de lucidez! Meu analista é ótimo sempre com frase maravilhosas!!!
Bom já que estou falando de meu filho vou falar um pouco para vocês como tem sido minha experiência de mãe. Hoje meu filho tem quatorze anos, 1.80 m acreditam?!?! Enfim, tive-o com vinte anos de idade foi a coisa que eu mais quis na minha vida! A maior felicidade que senti, meu maior orgulho, um amor incondicional, não tem explicação, só quem é mãe pode entender esse amor!
Como eu não tive amor de pai e mãe de maneira correta na minha infância, acho que no meu inconsciente eu buscava um amor eterno, incondicional, de troca, verdadeiro.... Por isso engravidei! É tudo que mais queria na vida , um filho e me casar .

Mas claro, não com 20 anos. Mas aconteceu e hoje com meus estudos de Freud, fazendo análise e sabendo como o inconsciente prevalece em todos nós, posso perceber que engravidei por essa busca que citei.
Não foi o momento ideal, mas foi o que me trouxe alegria de viver. Na época que tive meu filho, eu era uma pessoa muito sozinha, triste, medrosa, não tinha amor de família, vivia com medo de meu pai sumir, de perder amor de todos, tinha muitos sentimentos de abandono, raiva, dor, e como já disse era co- dependente pelo fato de meu pai ser dependente químico. Era literalmente um inferno o que eu vivia, junto com meus irmãos e minha mãe que sofreu demais também.

É claro que não tiveram somente coisas ruins. Tivemos uma vida com muito luxo, muitas viagens, muita união entre nós irmãos, entre nós e minha mãe, tivemos momentos felizes, inclusive com meu pai. Mas vivíamos com medo... E isso era um uma dor diária para todos nós. Conheci uma pessoa muito especial em São Paulo que se chama Antonio Carlos, que todos os chamam de Dudu, namoramos um bom tempo e com dezenove anos engravidei e com vinte anos tive o João. Minha família entrou em choque, é claro!
Eu quando soube que estava grávida não sabia para quem contar, fui correndo contar para minha irmã mais nova, Gisella. E chamamos minha mãe para conversar e aí contamos juntas. No começo foi muito difícil para aceitarem, mas tiveram que entender. Meu tesouro já estava dentro de mim, e eu muito feliz!
Eu e o pai de João moramos um tempo juntos, mas não deu certo. Ele era muito imaturo para mim, era muito jovem. Então decidi me separar e voltar para casa de meus pais. Depois fui morar sozinha com meu filho com dois anos. Casei-me de novo quando João tinha 3 anos . E me separei quando ele tinha aproximadamente cinco anos.
Desde então tenho criado meu filho sozinha, moro com ele, faço papel de mãe e pai. Fiz questão de participar da educação dele integralmente desde o inicio, abri mão de minhas coisas. Na época era modelo, fiz alguns anos de faculdade de direito, mas o mais importante para mim era ficar ao lado de meu filho. Dar a ele o que eu não tive: AMOR E LIMITES!
Foi muito difícil, enquanto minhas amigas saiam, viajam , estudavam , trabalhavam, eu estava ao lado de meu filho, mas estava feliz e sabendo que iria colher bons frutos .Porque na vida é assim, colhemos o que plantamos ! Mesmo sendo mais fácil deixá-lo com a empregada sempre, ou deixá-lo fazer o que quer eu não fiz e nem faço isso, prefiro ir pelo caminho difícil, e saber que a coisa certa está sendo feita e que no futuro ele será um grande homem .
Hoje pude recomeçar e ao mesmo tempo dar a ele educação que eu achava correta, dar amor, exemplos. Hoje, feliz com o resultado estou dando continuidade a minha vida, claro ainda cuidando dele pois filho é para sempre e cuido com muito prazer, mas hoje é uma coisa mais leve, pois antes, ele só tinha á mim no Rio. Não tinha avós disponíveis, tios, ninguém... Só a mãe dele e o pai que ele via e continua vendo todo mês em São Paulo.
Então me sentia na obrigação de compensar ele por tudo que ele não tinha. E não materialmente como fizeram comigo, mas com minha presença.
Como estava falando, quando ele fez 11 anos pude voltar á estudar tranquilamente, com minha consciência limpa, com meu filho maior, pude voltar a fazer minhas atividades que gosto e que são importantes para mim. Olha, valeu muito à pena!
Ele é um menino super educado, bom aluno, pratica esportes, carinhoso, alegre, coração de ouro, cheio de amigos, até namoradinhas ele já teve. É uma criança saudável, pude fazer com ele o que meus pais não puderam fazer comigo! Fiz escolhas mais saudáveis, tirei ele do ciclo doentio que minha família se encontrava! Como foi difícil sem nunca ter tido limites orientação, nada, peguei essa criança e a eduquei da maneira mais certa possível, com meu instinto, com muita leitura de psicologia infantil, com ajuda de pessoas que admirava com muita luta e garra... Era dia pós dia. Luta pós luta!

Durante um bom tempo tive depressão, pânico, não conseguia fazer nada mas criar meu filho isso nunca deixei de fazer .
Hoje sinto muito orgulho de mim mesma por esse lindo trabalho que fiz com meu grande amor, meu filho.
Se você também cria seu filho sozinha ou sozinho, não desista, vale a pena se dedicar em primeiro lugar ao seu filho!!! Se você tiver a sorte que tive de poder ficar a maior parte do tempo perto dele, fique . Você vai colher frutos de prazer, nada vale mais a pena que isso! Acordar e ver seu filho bem, saudável psicologicamente, feliz, educado, amoroso, encaminhado nos estudos .... Pois no mundo em que vivemos hoje nunca é demais ficar de olhos bem abertos, dar muito amor, amizade, diálogo aos nossos filhos.

O mundo está cada vez pior para eles enfrentarem. Então se dedique á eles cada dia mais um pouquinho! Lembre-se: o que vale é a qualidade de tempo! No meu caso foi diferente pois havia um trauma de falta de amor, que quis compensar dando ao meu filho... Mas sempre soube dosar e saber que a qualidade é o que importa. Só que tem que ficar de olho sim, perguntar onde vai, exigir que andem com celular, checar dever de casa, ter pelo menos uma refeição juntos ao seu filho todos os dias, e dando sempre muitos limites! A criança pede limite, essa é uma maneira que você mostra a ela que a ama. E ela sente isso!!! Tenho vários livros para indicar, conselhos para dar... O que precisarem é só falar comigo!!!
Amem seus filho acima de qualquer coisa, mas ame a si em primeiro lugar!

Pois se não nos amamos não podemos amar ninguém...
Um grande beijo para vocês e bom jantar com os filhotes!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Almoço no feriado ! Especial !

Hoje fui almoçar com minha família !!!!
Minha irmã Daniella , minha sobrinha Maria Antônia , sobrinho Lucas e meu filho Joao Flavio ... Almoço gostoso, onde conversamos muito sobre coisas profundas , passado , coisas que passamos e como estamos hoje entre outras coisas ...
Nossa como a Dani esta melhor , saindo de um grande problema e dando a volta por cima! Minha irmã tem 31 anos, 2 filhos, separada .

Esta sendo muito forte, se cuidando, se afastou de todos os amigos que não a fazia bem... Começou a fazer terapia , cuidar de seus filhos, da casa e dela ! E principalmente dela !!! Nessa conversa no clube tive muito orgulho dela também, assim como estou tendo de mim mesma ! Somos duas irmãs que passam por problemas sérios , diferentes, mas que estam superando com muita luta , dor, lágrimas, raiva , medos ... Mas que não estão fugindo como muitas pessoas fazem para não sentir a dor . Para chegarmos onde queremos temos que passar por certas coisas que mexem conosco, que nos faz chorar, que nos faz sentir todo tipo de sentimento, que nos faz lembrar coisas boas e ruins . Mas é necessário passarmos por essa trajetória para encontrarmos nosso eu nossa liberdade e nossa felicidade !

Ao longo do meu Blog e depois no meu livro vocês saberam melhor os problemas, o que aconteceu com minha irmã, comigo e minha família... Aqui estou só fazendo um comentário sobre meu almoço e o orgulho que senti de uma pessoa que amo e sempre tentei ajudar com muito amor. E hoje pude ver como ela esta bem e forte .... Parabéns Dani !!!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Making the best out of everything

( Nessa foto: alguns membros de minha família )
Bom dia!!!!

Sábado, no meio de uma festa que fui, sentei com uma grande amiga, e começamos a conversar sobre a vida. Como somos parecidas! Temos problemas diferentes, claro, mas temos algo em comum. Ambas buscam mudar e crescer, ambas lutadoras! Conversando com ela, ouvi uma coisa importante, e que considero verdadeira: “ Existem pessoas que já nascem com esse desejo de viver, de lutar por uma vida melhor, mesmo sabendo que a dor será inevitável, pois lutar é muito mais difícil que ficar parada.”
Não nos contentamos com pouco, queremos melhorar, queremos o melhor para nós e para as pessoas que estão ao nosso redor.
Como meu analista diz: “Pelo menos, Isabella você vive na escolha, você pode escolher”. É verdade! Quantas pessoas queriam escolher e não escolhem por medo, prisões na alma, por não terem coragem de falar, de recomeçar, de se levantar e dizer o que realmente querem para suas vidas. Eu já recomecei muitas vezes, portanto sei como é difícil, mas também como vale à pena, pois quando encontramos o que realmente querermos e amamos, isso não tem preço! Sem querer entrar em questões capitalistas, mas evidente que quando citei esta frase, lembrei-me da conhecida propaganda de um famoso cartão de crédito, que sugere que para você ser feliz, qualquer preço vale a pena ser pago. Evidente que ali existe um mecanismo de sedução e marketing para que as pessoas genuinamente acreditem que para serem felizes precisam adquirir certas coisas e prazeres, que uma boa dívida neste “bom cartão” de crédito lhe garantiria.
Mas aqui gente, quero deixar bem claro que se você não for livre e feliz no seu interior nada que se possa adquirir do lado de fora pode lhe trazer felicidade permanente. Prazeres e coisas podem nos trazer uma sensação boa sim, mas passageira e na maioria das vezes é uma fuga. Uma tentativa de preenchermos nosso vazio com aquilo que só nos engana momentaneamente. Prazeres passageiros e fugazes.
Não sei se esse é o caminho certo para todos, mas é o caminho que essa minha amiga e eu escolhemos! É o caminho da luta! Não há vitória e conquista sem luta. Todas as vitórias em guerras e batalhas, sejam elas interiores, militares, profissionais, qualquer que seja o tipo, foram antecedidas por lutas e batalhas. Eu não sei viver de outra forma!
Aquele estilo de vida, da famosa música popular de Zeca Pagodinho “Deixa a vida me levar...” e ficar na platéia vendo as coisas desmoronarem te deixará bem aí onde você está, ou pior, indo de um abismo a outro, pois como já afirma no mais antigo livro do mundo, um abismo chama outro.
Por exemplo, ver um relacionamento amoroso que eu esteja vivendo, que eu tenha certeza, dentro de mim, que as coisas da forma como estão, não vão dar certo, e pensar: “Ah, deixa! Quem sabe a vida faz um milagre e tudo muda!”. Não, gente, não muda. Não podemos modificar nenhum ser humano sobre a face da terra. Podemos mudar a nós mesmos e ainda assim com muito esforço e empenho. Para isso temos algumas ferramentas disponíveis com um tratamento psicológico, auxílio de médicos muitas das vezes, e evidentemente de Deus.
Contudo, a principal ferramenta é o nosso desejo. Sem a pessoa querer, sem a busca de um autoconhecimento, sem confrontos sobre o problema, sem diálogo é impossível uma cura. E em se tratando de um relacionamento amoroso, a mudança só pode ser possível se os dois desejarem a mesma coisa, as pessoas são indivíduos diferentes, mas para darem certo e viverem em harmonia, e serem um sistema saudável, precisam andar em acordo com relação ao que esperam do relacionamento e terem compatibilidade de valores e caráter.
Estou citando um exemplo de relacionamento amoroso, mas isso vale para tudo na vida! Não vamos conseguir nada se não levantarmos e corrermos atrás! Entendem?! A humildade de reconhecer e aceitar que certas coisas também não podemos mudar, é um bom passo para a saúde. Existirão sim situações que não poderemos modificar e nos revoltar contra esta verdade só nos adoecerá mais.
Durante muitos anos, eu não conseguia me levantar, pois ficava parada na vida de minha família, tentando salvá-los, tentando amenizar a dor deles, tentando que meus irmãos mais novos sofressem menos. Tudo bem acho que pude ajudar um pouco, mas não adiantou. Cada um tem que passar pela sua dor, não adianta escondermos de ninguém o que esta na cara de todos, pois um dia irão enxergar, vão perceber...
Isso vale até para uma criança, pois, por mais nova que seja, ela percebe as coisas.Pode até não racionalizar e ter condições de elaborar, mas ela percebe claramente as coisas.
Mas hoje acordei, e cuido de mim para poder depois cuidar do outro! Isso me faz lembrar o exemplo da comissária de bordo que, ao entramos no avião, sempre nos diz: “Em caso de emergência, primeiro coloque a máscara de oxigênio em você, depois coloque na pessoa ao lado (mesmo que seja seu filho). Por quê? Porque se você não tiver ar para respirar, você não poderá salvar, nem ajudar ninguém! Esse exemplo tão evidente não foi seguido por mim ao longo da minha vida, mas hoje faz total sentido.
Sinceramente, eu nunca enxerguei isso, pois a vida inteira, eu abri mão de mim, de minhas coisas, para cuidar da minha mãe que era co-dependente de meu pai, e, por isso, sofria demais. Do meu pai que é dependente químico, dos meus irmãos que são mais novos... Logo, eu era co-dependente também. Não conseguia enxergar nada que estava na minha frente, não conseguia ter vida própria, pois na minha cabeça co-dependente, eu tinha que salvá-los! Mas, gente, não adianta! Se fizermos isso só iremos acabar com nossas vidas, adoecer, piorar a situação daqueles que estamos tentando ajudar, pois eles se acomodam, e no final, nos sentiremos fracassados, pois o que estávamos lutando para conseguir mudar no doente, não iremos conseguir! Só ele pode querer mudar, só ele pode se convencer procurar uma ajuda profissional e mudar para melhor!

Meus queridos leitores e amigos , não façam como eu fiz, não tentem ser mãe de todos e não anulem o seu maior bem, sua VIDA! De uns anos para cá, pude ver isso, e me tornei uma pessoa feliz, a cada dia mais bem resolvida, cuidando mais de mim, do meu filho, do meu futuro, dando à volta por cima, correndo atrás de um tempo “perdido”. Mas, qualquer tempo, qualquer momento nunca é perdido, pois, em qualquer situação,aprendemos, crescemos mudamos e levamos com a gente, para vida toda, ensinamentos que ninguém pode tirar! Tornamo-nos pessoas melhores, mais fortes e especiais!
Então, se você , assim como eu passou ou passa por coisa parecida não se lamente , não fique triste, não se culpe!
Lembre-se, você pode dar a volta por cima, nunca é tarde para recomeçar.
De verdade, nunca é tarde mesmo! Eu pensava: “Nossa! Estou com 30 anos já casei, separei, tive um filho, não terminei a faculdade, perdi tanto tempo com minha família...”, “Só agora acordei, e estou vendo a vida como ela é...”, o que vou fazer? É tarde demais!
Confesso que me deu um desespero! Eu achava que não ia dar tempo para nada, que não ia ter mais jeito, que era o fim! Mas não, não era! Ao contrario, estava apenas começando minha vida, e o melhor, de uma maneira mais madura, sabendo exatamente o que queria e o que era bom para mim!
Então, vamos levantar hoje de nossas camas sabendo que tudo, tudo tem uma saída! Contem comigo para ajudá-los, dar conselhos, indicar médicos, tratamentos e apoiá-los!
E para quem tem fé em Deus, confie nele, pois ele também, sem sombra de dúvidas, está do seu lado!

Aproveitem o dia!
Beijos. Isa
Isa

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A felicidade esta dentro de nós !!!


Hoje acordei e fui ver o dia lá fora ...
Como estava lindo!!! O céu azul e sol lindo!!! Infelizmente devido as minhas obrigações não pude pegar uma praia hoje!!! Mas só de estar em uma cidade com esse clima já deixa você de bom humor quando temos um coração grato pelas bênçãos de cada dia. Estou descobrindo que a gratidão pelas coisas boas que tenho ao meu redor e que me acontecem tem um enorme poder para gerar felicidade.Descobri que precisamos mudar a lente através da qual enxergamos nossa vida diária. Um aspecto sobre sentir-se bem quanto à vida diária é notar certas coisas – e reconhecer as coisas boas. Apesar de minha TPM ter começado, estou ótima!!!
Meu filho feliz, minha vida caminhando , estou tão feliz na faculdade, em minha descoberta por mim mesma, que é difícil hoje me deixar de mau humor.. Quero mais uma vez dizer para vocês , que apesar de todas as dificuldades, vazios que temos, crises existenciais que passamos, medos, entre muitos outros sentimentos que possam nos deixar " down " , a vida é boa e pode ser boa, ela tem nexo para mim hoje em dia!
Hoje tenho os pés no chão, não me sinto mais uma pessoa no mundo da lua, flutuando pelo mundo a fora e alienada! Se você se sente perdido, sem chão, sem ter encontrado o seu caminho, sua profissão, seu amor ... A hora certa vai chegar para vocês!!! Há um tempo certo para tudo! Mas você precisa se conhecer, buscar o que você quer, fazer uma busca profunda dentro de você !
Não fugir de si mesmo, das suas dores, de seus medos! Enfrente -os .Fugir nunca foi e nunca será o melhor remédio. Procure uma ajuda médica, como uma terapia . A pessoa para ser feliz precisa saber quem ela é!!! O que ela quer!!! Hoje sei melhor o que quero e o que não quero !!!!
Quando acordar amanha pergunte a você mesmo: Estou feliz? O que quero para mim? Quem sou eu ? E vá atrás de sua felicidade, lembrando a vocês, que o começo como qualquer coisa não é fácil! E como qualquer coisa também nada que é fácil é bom!!!!
Então vamos comigo a luta gente!!! Se alguma coisa ou alguém não está te fazendo bem, é hora de fazer uma avaliação... Não deixe que nada prejudique sua vida e sua busca pelo seu auto conhecimento ! Agora vou ficar agarrada com meu AMOR, meu filho no pouco tempo que ELE tem para mim rs.
Fica para reflexão uma bela frase sobre o poder da gratidão:
Reflita em suas bênçãos de hoje – das quais todo homem têm muitas – não em seus infortúnios de ontem, dos quais todos os homens têm alguns. ( Charles Dickens)
Boa noite!!!!!!! beijos Isa