quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MOBILIZAÇAO CONTRA O CRACK


Bom dia !!!!!!!!!

Hoje não vou escrever muita coisa para dar tempo de vocês acompanharem meus posts , que sei são longos . Mas que alguns são necessário ser. Se quero compartilhar minha vida e ajudar vocês tenho que passar informações corretas e assim acabam alguns sendo longos ... Gosto das coisas bem feitas rs.

Estou com vários assuntos para compartilhar com vocês e logo vamos voltar a nos comunicar ok ?

Uma das novidades que tenho é que fui convidada pela agencia XBRASIL para trabalhar em uma campanha maravilhosa chamada : Mobilização nacional de prevenção contra o CRACK!!!

Olha só como é a vida !!!

Quem não sabe esse foi o problema de meu pai durante anos e que gerou muita dor em minha família , nele mesmo e em mim . E é devido a essa droga horrivél que tudo começou desandar em nossas vidas e hoje estou aqui escrevendo esse blog e logo meu livro para ajudar pessoas que também passaram por isso ou passam . E agora fui convidada para trabalhar contra o CRACK! Olha que maravilha !!!

Por isso gente não é porque sua vida foi um inferno quando criança que hoje ela não pode mudar. PODE ! Vocês podem pegar as tragedias, traumas e transformar las em diamantes ... Lógico que vocês vão precisar de muita força , e tratamento medico. Ninguém sai de traumas tão pesados sozinho...

Então como eu estou conseguindo vocês também podem !!!! Beijos Isa

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

leia com atenção e carinho "co-dependência "


Olá meus queridos leitores e amigos boa noite!!!!!!
Estive pensando hoje sobre um aspecto que tratei no post "little girls lost ....", aos que tem acompanhado as publicações sabem do que estive falando, aos que não dê uma olhadinha!
Neste post relatei sobre muitos dos sentimentos que sentia em minha adolescência, consequências de dependência química em minha família. Como sabem, um dos objetivos do blog e de meu futuro livro é orientar as pessoas e ajudar aos que possam ter vivido ou estejam vivendo situações semelhantes as que vivi. Sendo assim, achei válido publicar um texto informativo sobre co dependencia, de uma grande amiga minha que é psicóloga.
Espero que gostem!

Co-Dependência
Por Letícia Menescal, Psicóloga.

definiçao : Entre muitas definições podemos dizer que co-dependência define-se como sendo aqueles comportamentos apreendidos e derrotistas ou defeitos de caráter que resultam numa reduzida capacidade de iniciar ou participar de relacionamentos de afeto.Podemos afirmar também que a co dependência é a inabilidade de manter e nutrir relacionamentos saudáveis com os outros e consigo mesmo.
Comumente um co dependente é um indivíduo que sendo uma pessoa que tem deixado o comportamento de outra afeta-la, e é obcecada em controlar o comportamento de outra pessoa.

É a pessoa que desenvolve relações baseadas em problemas. O foco está sempre no outro e o vínculo não é o amor ou a amizade, mas a doença, o poder, o controle. No fundo o co-dependente acredita que pode mudar o outro. Seus relacionamentos são criados para transformar os outros. NECESSIDADE IMPERIOSA EM CONTROLAR COISAS, PESSOAS,CIRCUNSTÂNCIAS/COMPORTAMENTOS NA EXPECTATIVA DE CONTROLAR SUAS PRÓPRIAS EMOÇÕES.

Tudo começa com o fato de nos encontrarmos ligados (por amor, obrigação ou dever) a alguém muito complicado, doente física ou emocionalmente, que por conta desta doença se auto-destrói ou desiste de viver e precisa, aparentemente, de nosso apoio e cuidado constante.
Muitas pessoas acreditam que a co-dependência esta ligada somente a pessoas envolvidas afetivamente com alcoólicos ou dependentes químicos, mas na verdade existe é uma co-relação entre a desordem compulsiva ou compulsividade. Ou seja, seria natural termos co-dependentes em famílias onde algum membro possa apresentar problemas com alimentação (comer de mais ou de menos), jogos, comportamentos sexuais inadequados entre outros. Podemos encontrar co-dependentes também nas seguintes situações:
*Pessoas em relacionamento com indivíduos com doenças crônicas;
*Pais de crianças com problemas de comportamento;
*Pessoas em relacionamentos com pessoas irresponsáveis e
* Enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais de saúde em ajuda a outras pessoas.

Histórico
O termo surgiu na área da terapia no fim da década de 70. Mas foi nos anos 40, depois da criação dos Alcoólicos Anônimos (AA) que um grupo de pessoas geralmente esposas de alcoólicos formaram grupos de ajuda mútua e apoio para lidar com as formas com que elas eram afetadas pelo alcoolismo dos maridos. As pessoas (esposas) também queriam um programa. Revisaram as doze tradições do AA e mudaram o nome para Al-anon.

Características de comportamento de um co-dependente:
Uma pessoa que sofra com a co-dependência pode apresentar alguns comportamentos que para elas são normais e somente depois de um tratamento tomam consciência desses comportamentos e do estrago que eles causam em suas vidas.
Segue abaixo exemplos desses comportamentos:
Tentam controlar a vida do outro;
Preocupam-se até a exaustão com as outras pessoas;
Tem tentado ajudar de forma que não ajudam;
Dizem sim quando querem dizer não;
Tentam que as outras pessoas façam as coisas à sua maneira;
Evitam ferir os sentimentos das pessoas, mesmo que para isso estejam ferindo à si próprios;
Tem medo de confiar em seus sentimentos;
Acreditam em mentiras e depois se sentem traídas;
Desejam vingar-se de outros e puni-los.
Os co-dependentes reagem demais e agem de menos.
Em outras palavras eles somente têm ações contrárias a outra, ao passo que deveriam atuar ou serem donos de sua ação sem que houvesse a influência de um comportamento de outrem. É escrever e ser dono da sua história.
Como aspectos positivos os co-dependentes são benevolentes, preocupados e dedicados com as necessidades do mundo.
Denominadores comuns na co-dependência :
Para que exista a co-dependência é necessário que exista dois denominadores comuns, caso contrário ela não existirá. Primeiramente deverá haver um relacionamento pessoal ou profissional com pessoas perturbadas, carentes ou dependentes. E em segundo lugar deverá haver nesse relacionamento regras silenciosas e não escritas que geralmente se desenvolvem e estabelece o ritmo dos relacionamentos. Essas regras proíbem a discussão de problemas, expressões abertas de sentimentos, a comunicação honesta e direta e as expectativas realistas.
Características de um co-dependente
Existem algumas características peculiares de um co-dependente, no que se refere a sua postura e visão de si mesmo.
São elas:
Fecha-se a necessidade de dar e receber amor;
Não se levar a sério;
Sentimento de derrota e pessimismo diante da vida;
Sentimento de culpa a todo tempo;
Perda do controle de sua vida;
Sente-se usado pelas pessoas;
Baixa auto estima, que muitas vezes beira o ódio a si próprio;
Auto repressão;
Sentimentos intensos de ira e raiva;
Dependência específica em pessoas peculiares;
A atração e tolerância pelo bizarro;
Problemas de comunicação;
Problemas de intimidade e
Postura de vítima no enfrentamento das situações da vida e no relacionamento com as pessoas.
Co-dependência é uma doença ou não?
Nem todos os especialistas concordam que co-dependência é uma doença. No entanto os que acreditam se justificam por causa dos seguintes fatores:
Porque os co-dependentes estão reagindo a uma doença como por exemplo o alcoolismo;
Ela é progressiva porque os comportamentos dos co-dependentes são autodestrutivos e se tornam viciosos. A co-dependência envolve um sistema vicioso de pensar, sentir e comportar-se em relação a si mesmo e aos outros que acaba por causar dor ao co-dependente.
Se algo traz dor e sofrimento podemos caracterizar como um transtorno e um transtorno precisa ser tratado .Como deixar de ser um co-dependente:
Poderíamos dizer que o primeiro passo seria a conscientização acerca de si próprio e do processo que o individuo esta vivendo. Em segundo passo seria a aceitação do que si é e de como está. E para que isso ocorra é necessário algumas mudanças em relação a si próprio.
São elas:
Aprender a parar a dor e assumir o papel de sua vida, pois resolver seus problemas é de sua responsabilidade;
Encontrar sua própria recuperação ou processo de cura;
Compreender a co-dependência e certas atitudes, emoções e comportamentos que lhe acompanham;
Mudar essas atitudes e comportamentos e compreender o que se deve esperar quando essas mudanças ocorrem;
Tornar-se mais tolerante consigo mesmo.

Segue abaixo algumas perguntas que podem ser úteis na identificação da co dependência, deixando claro que o auto conhecimento é uma questão puramente pessoal e também delicada, portanto as perguntas que seguem são apenas no intuito de orientar, jamais pretendendo encerrar o assunto.
Você se sente responsável por outra pessoa?
Seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
Você se flagra constantemente dizendo "sim" quando quer dizer "não"?
Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?
Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? Você sente-se inadequado?
Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?
Você sente vergonha da sua própria vida?
Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?
Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que impede-lhe de mudar?
Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
Você vive ajudando as pessoas a viverem? Acredita que elas não sabem viver sem você?
Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?
Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?
Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha?

Se você leitor, identificou que apresenta co dependência, você pode escolher sua recuperação.É possível viver de uma forma diferente da vivida até então.
Como recuperar-se? Não fuja da realidade, decida-se a olhar para onde as falhas realmente se encontram: dentro de nós mesmos. É nossa responsabilidade fazer alguma coisa a respeito. Culpa, censuras e críticas só atrapalham, descarte-as. Se for difícil, procure ajuda.
As respostas estão dentro de você.
Tudo o que tem a fazer é analisar, ouvir e acreditar.
" O pessimista queixa-se dos ventos. "
O otimista espera que eles mudem. "
" O realista ajusta as velas... "
A escolha é sua.
Que vocês possam ser autores da própria história.

Segue abaixo links que podem ser úteis:
http://www.naranon.org.br/
http://www.codabrasil.org/
http://www.al-anon.org.br/
http://www.grupomada.com.br/

domingo, 19 de setembro de 2010

A descoberta do inconsciente


Bom dia meu queridos amigos e leitores!!!
Hoje vou escrever um texto mais teórico.
Passar para vocês na verdade um texto de Freud só que simplificado com uma linguagem mais fácil de se compreender. Pois vamos combinar , que só quem quer muito entender Freud e se interessa por psicologia e têm tempo e persistência para ler a sua obra, para conseguir entender ... Pensando nisso e na importância que os ensinamentos dele têm em nossas vidas que resolvi passar para vocês um pouco do que aprendi , do que li, do que estou aprendendo atualmente na faculdade de comunicação, do que aprendi na vida, copiar algumas frases dele para vocês e explicá- las com meu entendimento. Então vamos ver se da certo e se vocês irão gostar??? Se vai ser útil para vocês? Bom, como eu gosto de tentar e não tenho medo de dar a cara a tapa rs, aqui vamos nós.

"Qual poderia ser a causa de os pacientes esquecerem tantos fatos de sua vida interior e exterior?" Perguntava- se Freud.
O esquecido era sempre algo penoso para a pessoa, era exatamente por isso que era esquecido e o penoso não significava, necessariamente, sempre algo ruim, mas podia referir-se à algo bom que se perdeu ou que foi intensamente desejado mas censurado moralmente.
Quando Freud abandonou as perguntas no trabalho terapêutico com os pacientes e os deixou dar livre curso às suas idéias ( A associação livre é o método terapêutico por excelência da psicanálise. Freud o inventou em substituição ao hipnotismo no tratamento das neuroses. A associação livre e os sonhos formam o que Freud chama de via régia para o inconsciente. Na associação livre o paciente é orientado a dizer o que lhe vier à cabeça, deixando de dar qualquer orientação consciente a seus pensamentos. É essencial que ele se obrigue a informar literalmente tudo que ocorrer à sua autopercepção, não dando margem a objeções críticas que procurem pôr certas associações de lado, com base no fundamento de que sejam irrelevantes ou inteiramente destituídas de sentido).
Observo que muitas vezes, eles ficavam envergonhados com algumas idéias ou imagens que já haviam ocorrido antes em suas vidas. A essa forças psíquica que se opunha a tornar CONSCIENTE e revelar um pensamento, Freud denominou RESISTÊNCIA. E chamou de REPRESSÃO o processo psíquico que visa encobrir, fazer desaparecer da consciência uma idéia ou representação insuportável e dolorosa que está na origem do SINTOMA.
Freud com o tempo pôde concluir que tudo que tinha sido esquecido de alguma forma fora aflitivo; e que ao mesmo tempo havia algo no próprio individuo que tentava a todo custo não ser lembrado. Surgia a teoria da resistência e por conseguinte, a do recalque ( repressão).
Estes conteúdos psíquicos " localizam- se no INCONSCIENTE.
Essas descobertas constituíram a base principal da compreensão das neuroses e uma modificação do processo terapêutico. Seu objetivo era descobrir as repressões e suprimi -las através de uma juízo que aceitasse ou condenasse definitivamente o excluído pela repressão. Considerando este novo estado de coisas , deu ao método de investigação e CURA resultante o nome de PSICANÁLISE em substituição ao de método catártico e hipnótico" .
Vou dar um exemplo:
"Catarse é a purificação das almas por meio da descarga emocional provocada por um drama choro, desespero. E não pode ser ocasional, mas sim acolhida pelas escolhas do individuo" . O Paciente não esta sendo analisada pelo seu analista ainda ela só esta em catarse ou podemos dizer ainda em psicoterapia analítica, mas não em análise.
Vocês sabiam que na época Freud pedia para seus pacientes não falar de seus problemas para seus amigos etc??? Deixar para falar, chorar na hora na analise pois desta forma eles não deixariam de ser trabalhados no momento em que estes conteúdos viessem à memória . Se eles se esvaziassem no momento de muita dor com uma pessoa querida quando chegassem na próxima consulta provavelmente não voltariam a falar daqueles mesmos conteúdos pois chegariam lá mais aliviados e certamente não falariam com a intensidade que falaram para os amigos e assim certas questões deixariam de ser avaliadas pelo analista. Não que seja prejudicial desabafarmos com nossos amigos, pelo contrário, isso nos traz conforto e alívio muitas vezes e é reconhecidamente terapêutico, mas aqui estou abordando esta questão sob o prisma de uma teoria psicanalítica, e esta sugestão era dada pelo próprio Freud aos pacientes que estavam em análise, não como um conselho às pessoas em geral.
Na época ele também deixou bem claro que analise deveria ser feita todos os dias e da importância do pagamento. Pois o dinheiro tem um poder no ser humano e isso gera um compromisso mais serio do paciente com tratamento!
"A psicanálise não pode ser amaciada, amansada. O analista não poupa o analisando do encontro com o real ( em nada ). Isso é psicanálise !!!

“A resposta clássica freudiana: uma análise deve custar caro para aquele que a faz. Porque a pessoa não deve imaginar que o analista queira qualquer outra coisa do analisando senão o pagamento. Tira a expectativa do Outro. O pagamento tira a complementação do Outro. É necessário um valor de troca absoluto que possa sustentar uma multiplicidade interpretativa, para manter o pacto em aberto – o impacto.” (Forbes, 1991).

O valor cobrado numa análise é uma intervenção do analista.
Voltando ao nosso assunto de hoje o inconsciente: Esse nosso estado, que todos nós temos, é importantíssimo! Ele que " manda " em todos nossos desejos, impulsos, tristezas etc.. Por isso a importância de saber o que se passa em nosso inconsciente. Se temos muita coisa triste, traumas guardadas e não colocamos para fora podemos passar uma vida de amargura e cometendo erros sem saber porquê.
Porque inconscientemente nos dias atuais passamos por alguma coisa que nos remete ao passado e quando não colocamos para fora cometemos falhas, repetimos os mesmos erros pois não sabemos porque estamos fazendo, porque enquanto esta no inconsciente não sabemos .
Por isso a importância da analise em minha vida! E no meu ver na vida de todo ser humano! Todos nós precisamos! Todos nós temos problemas, uns mais, uns menos mas temos . E o legal é enxergarmos isso e desejar ser melhor, enfrentar os fantasmas para não cometer as mesmas falhas que muitas vezes nos machucam e machucam quem amamos!
Não vou enganá -los, analise é algo que funciona muito só que demora! Ela cura, mas lentamente pois ela vai na ferida, na alma! Não pode uma pessoa que foi acostumada a agir e pensar de uma maneira digamos "errada " agora ter consciência e de repente virar outra pessoa só porque esta fazendo analise! Isso não existe!!! Ela vai sim te ajudar a mudar se você quiser.
Mas lentamente e isso é bom pois as grandes e estruturais mudanças, os grande feitos demoram , nunca são da noite para o dia.
NÃO DESISTEM DAS COISAS SÓ PORQUE ELAS DEMORANDO MAIS DO QUE VOCÊS GOSTARIAM OU IDEALIZARAM. VOCÊS IRÃO VER PEQUENAS MUDANÇAS AO LONGO DE SEUS DIAS! !! ASSIM COMO EU VEJO !!! DIA PÓS DIA!!!
Espero que eu tenha ajudado vocês á conhecer um pouquinho o mundo do inconsciente de acordo com a visão de Sigmund Freud. Tenham um ótimo dia com muita paz amor alegria no coração de vocês!!!!
Beijos! Isa

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um dia de cada vez !!!


Oi gente !!!
Ontem cheguei angustiada na análise! Não sabia porque estava tão nervosa, ansiosa, preocupada e com medo...
Pois as coisas estão indo bem em minha vida. Meu filho está ótimo, estou indo muito bem na faculdade, estou amando o que estou fazendo me sentindo realizada em meus projetos,me sentindo viva, feliz com o Blog e meu livro.
Só que apesar de todas estas situações positivas estou sentindo muita ansiedade, tendo crise de alegria que na verdade eu não sei lidar com ela! Eu nunca fui feliz assim, produzindo, me identificando com projetos que eu mesma idealizei que não ficaram somente no campo das idéias mas estão sendo colocados em prática. Nunca fui feliz por mim mesma entendem ? Nunca tive a chance de me realizar, de ter esperança que minha vida seria algo diferente do que eu vivia. Agora estou vendo que tudo se encaixa! Tudo faz muito sentido para mim.
São sentimentos paradoxais para mim, e muitas vezes considero meus sentimentos ambivalentes diante de tantas mudanças e transformações, ainda que positivas e representando meu crescimento. Era tudo que queria e agora que estou conseguindo não estou sabendo lidar sabe?! Eu não estou conseguindo dormir. Conversei sobre isso tudo com meu analista . Reclamei da falta de sono e que só fico pensando . Minha mente não pára, trabalha 24 horas! Comentei que estava exausta! Pedi ajuda a ele! Quero compreender a mim mesma! Porque estou me sentindo assim? Não tenho motivos aparentes! Não estou compreendendo a razão de tamanha ansiedade e insônia. Será que depois de sofrer praticamente toda minha vida fiquei com alergia à felicidade?!
Eu realmente estava aflita e sentindo uma angustia muito grande, e foi então que ele me relatou uma história verídica, que irei compartilhar com vocês.
A historia era a seguinte: Na época dos campos de concentração os presos passavam muita fome, passavam por muita privação de todas as formas. Sofriam demais e claro apesar de tanta dor eles se acostumaram com aquele sentimento e até mesmo aprenderam a administrar a sensação de fome como meio de sobrevivência. Eles não sabiam viver de outra forma. Quando apareceram pessoas por lá e levaram grande quantidade de alimento para eles, eles não paravam de comer. Não queriam mais dormir, fazer mais nada a não ser comer. Pois tinham medo de que se parassem iriam sofrer tudo de novo . Que essa alegria não era verdadeira e permanente, mas fugaz e passageira, então iria acabar, por isso não desgrudavam do que os estavam deixando saciados e confortáveis, que era naquele caso a " comida" . Eles não estavam acostumados àquela provisão, com a sensação de saciedade e conforto, mas somente com a dor da privação. Eles tinham medo de parar de comer e correrem o risco de novamente terem fome, "dor "entre outras privações. Ate que os médicos foram vendo que a quantidade de alimento ingerida estava fazendo mal à eles e muitos morriam por isso. Resolveram dar uma porção pequena para cada um todos os dias. Ate que eles se acostumassem que aquilo era de verdadeiro e permanente. Que eles não precisavam temer, pois iria ter novamente alimento para eles no dia seguinte! Que desta vez não tinha ninguém os enganando. Que era verdade! Que podiam confiar! E assim foi o processo até os prisioneiros compreenderem em seu íntimo que aquilo que eles conquistaram era deles e ninguém mais iria tirar. Meu analista me contou essa história para eu mesma perceber que eu estou vivendo esse momento! Para que eu pudesse enxergar também que estes sentimentos ambivalentes e confusos são perfeitamente naturais neste momento em que estou vivendo, pois é uma fase de transição. Circunstâncias boas e saudáveis estão realmente ocorrendo em minha vida, mas como tive muita privação de amor e de tudo ( menos material, o que é o menos importante ) que precisava quando era criança ate o dia de hoje eu ainda preciso de algum tempo para que meus pensamentos sejam modificados, visto que estas experiências foram profundas e me marcaram bastante. Eu ainda tenho dificuldade para acreditar na felicidade! Eu conquistei minha faculdade, a educação de meu filho, meus amigos, meu Blog, meu crescimento como pessoa. Eu posso confiar! O meu analista desempenhou comigo o mesmo papel que aqueles médicos tiveram com os prisioneiros, está me ajudando a enxergar que ninguém ira tirar isso de mim! Me fez ver que foi eu que construí tudo isso até aqui. Ele também disse: Entenda que você também precisa ir mais devagar. Senão você ficará como os presos da história: ansiosos com medo e sem dormir. Porque fica achando que vai acabar! O medo é um sentimento que nos paralisa e suga nossa energia, consumindo todo nosso ser. Dessa vez não vai acabar!
O que acabou foi a vida que você vivia, isso sim, Isabella acabou! Dessa vez você quem fez! Você sofreu muitos maus tratos e privações e por isso não acredita que a felicidade veio e só depende de você. Você precisa de mais tempo para acreditar. Foram muitos anos pensando diferente e sendo tratada de determinada forma, é natural sentir o que você está sentindo. Mas você vai conseguir, como já conseguiu tantas outras coisas.
Eu fico com medo sabe gente ?! De acordar amanha e não ter mais nada. Porque sofri demais... Não tive nada sólido em minha vida! Agora que estou construindo, é difícil à beça crer que o tempo de cantar chegou! Ao invés de estar pulando de alegria, estou com insônia e sofrendo! Mas acredito no meu tratamento e em mim! Estou tendo tantas propostas boas de trabalho e de vida!!! Vocês já passaram por isso?! O meu maior problema é esse. Medo de ser feliz!!! Lógico que tive momentos felizes e maravilhosos mas nada sólido! Minha única felicidade de verdade até hoje, felicidade sólida é meu filho!!! E agora está começando ser minha carreira!
Nossa estou muito feliz! Mas ainda com medo!!! Mas vamos à luta!!! Logo estarei contando aqui para vocês como subi mais este degrau, pois acredito que subirei! Um dia de cada vez!
Se você querido leitor, se sente desta forma, saiba que para ser curado você precisa desejar ardentemente, pois quando fomos tratados na infância principalmente de forma indevida ou imprópria isso pode ter afetado profundamente seu emocional, de forma que para você ser curado da dor do abuso na sua alma você tem de desejar ser saudável, como diz uma autora que muito admiro, chamada Joyce Meyer. Aliás eu não poderia deixar de relatar aqui que esta mulher é um grande exemplo de superação de grande dor e abuso em todos os sentidos. A história dela mostra que é possível deixar de ser prisioneiro da dor para se feliz e saudável. Um dia conto melhor para vocês.
É sempre bom ter alguém para nos inspirar, histórias verídicas que nos fazem ver que é possível sair do fundo do poço! História veritica assim como a minha estou superando meus traumas e sendo feliz !!!
A pergunta que deixo para vocês e que preciso fazer a mim mesma todos os dias: Quer ser curado?! Você está realmente determinado a receber sua cura?

Fica para refletir que nem todos desejam sua cura em intensidade suficiente para fazer tudo o que é requerido. Feridas emocionais podem colocar nosso “eu” em uma prisão e temos que aprender a modificar nossos pensamentos assim como os prisioneiros do campo de concentração precisaram aprender a ter uma mente livre, sem esquecer que isso é um processo que se dá em uma caminhada, um dia de cada vez!
Bom dia para vocês!!!
Beijosss

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

little girls lost and now found !!!


Ontem fui dormir com uma coisa muito importante na cabeça. As memórias de um livro que li aos 13 anos. O livro se chama: Little Girl Lost, Drew Barrymore. Para quem não sabe Drew é aquela menininha que nos emocionou no filme E.T. e assim se tornou em Hollywood uma celebridade com apenas 6 anos de idade . Eu morava em Los Angeles quando comprei esse livro. Eu sempre acompanhava a vida dela. Drew Barrymore sempre estava na mídia envolvida com problemas que se pareciam com os meus e portanto me tocavam . Assim tive vontade de ler a sua história ... Esse livro foi se tornando minha companhia diária. Em cada pagina me encontrava dentro da dor e solidão que essa menina vivia na época com apenas 14 anos. Parecia que ela estava falando comigo. Impressionante!!!
A única diferença em nossa história era que o problema dela era decorrente da sua fama e uso de drogas. Isso trouxe à ela um grande vazio. Mas a dor, a angustia, a solidão, a vontade de sumir, a carência de pais, o medo de ficar sozinha, tudo era igual ... Ela assim como eu, cresceu muito sozinha. Ela não recebia orientação do que era amor e na percepção dela ela não se sentia amada. Eu também não me sentia. Eu tinha uma tristeza nos olhos, depressão, não tinha vontade de viver como tenho hoje. Sentia - me uma garota perdida em Los Angeles .Ela tinha a fama e falta de seus pais, que a levou as drogas e ao abismo . Eu não tinha familiares lá, somente meus pais e irmãos. Mas tinha um enorme vazio por não ter meus pais presentes como eu queria. Eles estavam lá perto de mim mas o amor, a presença e qualidade de tempo, limites, orientação, carinho, isso eu não tinha . Meu pai estava muito doente e minha mãe sempre muito ocupada com tudo da casa.
Para quem não leu meus posts anteriores, meu pai estava envolvido com drogas e minha mãe era co dependente (A co-dependência pode ser definida como um transtorno emocional característico de familiares ou pessoas da convivência direta de dependentes químicos, de jogadores patológicos e portadores de transtornos de personalidade) do meu pai . Quando ele ficava em estado crítico ela cuidava dele, (É o famoso "CARROSSEL DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA: no centro, o dependente químico agindo e ao redor... os co-dependentes estão reagindo, todos estão vivendo em função do dependente) pois era a maneira dela saber lidar com isso e tentar nos preservar de ver certas coisas. Ao invés dela cuidar de nós ela cuidava de meu pai, com o agravamento do dependente, os filhos ficam órfão de pais vivos. E assim nós fomos criados sem limites, orientação, carinho, amor... Minha mãe fez o melhor que pode, mas meu pai a deixava desestabilizada emocionalmente e ela já estava doente e envolvida querendo salvar a vida dele (Todo aquele que está emocionalmente ligado e oferece seus sentimentos e sua vida para "proteger seu dependente", visando impedir que comportamentos anti-sociais tornem-se transparentes, é um co-dependente ). Nesse livro cada palavra que ela dizia, cada frase de dor que eu lia, cada palavra de desespero, era eu gritando por ajuda mas essa ajuda não vinha nunca. Não tinha familiares por perto e fui cada vez ficando mais deprimida , sozinha e foi quando desenvolvi assim como Drew, problemas alimentares que hoje estou curada! Este livro foi um pedacinho de mim e também de minha família .Ele era também de certa forma meu amigo. Com ele não me sentia tão sozinha e estranha no mundo devido à identificação.
A vida se torna incontrolável e como forma de defesa o co-dependente desenvolve seu próprio estilo de vida, modificando sobremaneira o seu modo de se relacionar consigo, com a pessoa problemática e com as demais pessoas de seu convívio familiar, social, e profissional. O problema da dependência química adoece toda a família e todos ao redor (a maioria dos familiares são atingidos pelo problema da dependência.) Sentimos os mesmos "fellings" então tanto o familiar quanto o dependente, no fundo sente a mesma dor! São dores e aflições iguais. O tratamento é bem parecido . Mesmos princípios dos 12 passos entre outras doutrinas e métodos. Mas a dor o medo, a raiva, a culpa, é igual. ( A doença é contagiante. Um familiar acaba adquirindo hábitos e comportamento de um dependente químico/adicto) Você começa a viver um dia de cada vez... Quando voltamos para o Brasil eu já não era mais tão nova e minha vida foi se ajustando . Hoje não tenho depressão nem me sinto perdida! Fui praticamente criada sozinha e consegui criar meu filho muito bem e isso para mim é meu maior orgulho. Depois de tudo que passei com minha família e ainda passo consegui dar a volta por cima e ser uma excelente mãe. O importante é que me mantive sã . Dei a mim e ao meu filho meus próprios limites.
Os co-dependentes precisam ter coragem de colocar limites, fazendo parar de girar o Carrossel e desligar-se emocional mente do dependente, sentindo seu próprios sentimentos e vivendo suas próprias vidas. Estou estudando e buscando uma carreira. Assim como Drew, nós duas little girls losts conseguimos! Ela com internação e se dedicando a seus filmes, fazendo deles sua família!Eu com minha análise,com Deus, com meu filho, com meus estudos, amigos, família que hoje tenho uma relação melhor do que a de Drew, pois isto ela infelizmente não pôde ter ... E agora o Blog e o projeto de escrever meu livro... Tornaram se minha família junto com meu filho. Essas coisas sou eu que estou realizando mas estou sendo preenchida de AMOR! Entendem o que quero dizer?!
Agora Drew com 36 anos diz : " quando estava na casa dos 20 anos, queria um conto de fadas” "Hoje na casa dos 30 , percebi que existe o dia seguinte."
Por isso não precisamos ser tão ansiosos.Só por hoje! A Drew assim como eu buscava loucamente por ser amada devido a historia dela com o pai. Hoje ela assim como eu sabemos que não existe conto de fadas e que sempre tem o amanha. E que podemos ser felizes sozinha .
A ironia é que não precisamos de ninguém para nos dar um conto de fadas, nós mesmas podemos nos dar... E podemos fornecer para quem quisermos por outras vias ...
Demos a volta por cima e você também pode!!!
Espero ter esclarecido ainda que superficialmente a questão de como a dependência química é um problema que afeta a todos os envolvidos, não somente o usuário, as conseqüências são nefastas, dolorosas, mas é possível sair do fundo do poço, pois quando queremos ajuda, aceitamos que estamos doentes, sempre haverá uma mão estendida em sua direção.
Um bom dia a todos, aguardem os próximos posts!
Beijos Isa





sábado, 11 de setembro de 2010

FREE YOUR SELF

Bom dia meus queridos leitores!
Esses dias tem sido difíceis para mim. Ando tenho insônia, ansiedade de novo, estou triste também. Sabe quando você volta a pensar em tudo que já passou?!
No meu caso: namoros que não deram certo amores que dariam certo mas você deixou escapar por estar focada em outras coisas, falta de amor de meus pais que hoje gera extrema carência, saudades de meus irmãos que moram longe de mim, saudade da época que colocava meu filho no colo, vontade enorme de me formar e construir uma vida financeira independente de minha família ... Mesmo melhorando uma melhora de 90 graus aquela pontinha de vazio ainda me ronda. Estava tão feliz pois não sentia isso há meses, mas essa semana voltou. É um sentimento muito ruim, pois nada nem ninguém pode preencher só o tempo e você mesma. Hoje sei disso. Antes ficava em uma busca incansável para tampar a dor que o vazio trás, que é a angústia. Como é difícil conviver com a angústia.
Um exemplo que posso dar á vocês é: quando estamos querendo preencher o vazio de qualquer forma e querendo fugir da dor, parecemos pessoas que estão se afundando no mar e quando vêem BOIAS agarram qualquer uma, só para não morrer. As pessoas fazem isso por desespero, medo, fuga por não confiar nelas mesmas. Então não escolhem a bóia, a cor da bóia, qual é a melhor bóia para elas. Elas apenas agarram a primeira que aparece na frente delas. Mas esta é uma escolha doentia e triste.
Porque nós temos que poder fazer a melhor escolha para nós! Ou melhor, temos que escolher conscientemente não aceitar qualquer coisa que se apresente com aparência que pode ser útil e bom.
Voltando ao assunto do vazio que causa a angustia eu nem me lembrava mais de como era. Para pessoas que tem essa predisposição ou que ainda não acertaram totalmente suas vidas na análise ou encontrando respostas, descobrindo o seu EU por total esse vazio fica rondando não é???
Eu ainda tendo medo das coisas do passado que vivi, traumas, dor, rejeição, falta de limites que na criança causa sentimento de falta de amor. Por isso às vezes esse vazio bate. Nós que ainda temos que conviver com as pessoas que nos causaram o trauma.
No meu caso foi meu pai. Eu sei que ele não fez nada de propósito. Ele sempre foi doente, depois dependente químico e ao longo dos anos só foi piorando o quadro da doença dele. Por isso racionalmente eu sei que ele não tem culpa. Mas como filha, emocionalmente ainda não sei separar esses sentimentos muito bem dentro de minha cabeça e coração...É muito difícil é um trabalho diário, dói, machuca. Eu amo meu pai, ao meu tempo sinto raiva, o culpo, tenho saudades, queria vê-lo, mas ele por ser doente que me culpa e não quer me ver...é muito difícil gente ... São misturas de sentimentos extremos na verdade queria apagar tudo que vivi, mas isso é impossível e não é saudável. Por isso faço análise também pois quanto mas você coloca para fora e tem consciência de suas dores, traumas e de onde vem você fica melhor com você mesma e as enfrenta com mais força e liberdade!
Freud já dizia que quanto mais você fala de sua dor, das questões de difícil enfrentamento, das coisas que você nem lembrava (mas estavam te paralisando e causando sofrimento psíquico), você melhora, o processo de cura se processa desta forma. E sou testemunha de que isso é verdade. Fui curada de muitos sentimentos que estavam inconscientes e que vieram à tona enquanto eu falava de meu passado, e hoje não me assombram como antes. Sou uma nova pessoa cheia de vontade de viver e amor pela vida. Ainda tenho muito à melhorar e crescer, como todos nós.
O que quero passar para vocês meus queridos é que se você quer melhorar de sua dor seja ela qual for, seja de onde veio, busque ajuda como eu fiz. Não deixe para depois. Não procrastine. O problema sempre vai estar no mesmo lugar esperando por você, portanto não adianta tentar fugir. Quando fazemos isso estamos enganando a nós mesmos. E a ferida continua lá, infeccionada e causando dor. Então o quanto antes você puder, decida recomeçar uma vida que vale à pena ser vivida!!!
Como estava falando no começo desse texto, essa semana foi triste para mim, pois lidei com sentimentos do passado tive saudades de pessoas queridas, tive medo de não conseguir dar continuidade nos meus projetos...
Estou tão feliz com minha nova vida com minha faculdade, com meu Blog, com o projeto de meu livro, com tudo na verdade. E o medo bateu à minha porta. O medo de perder todas estas coisas boas e que estão me trazendo alegria. Como fui criada em um padrão de que quando as coisas estão boas" cuidado que vem bomba!!! ' É como se eu inconscientemente já ficasse aguardando a má notícia. É.. essa voz ainda me ronda. Mas hoje tenho meus mecanismos para falar para mim mesma: Isabella se você conseguiu chegar até aqui e antes conseguiu lutar e passar por tantas coisas piores, como não vai conseguir alcançar seus sonhos?! Vai sim!!!
Não desista! E assim continuo e vejo que é isso mesmo que tenho que fazer: encarar tudo de frente, sempre . Temos a tendência de agir como fomos moldados, mas se esse molde não foi bom para você faça como eu, olhe para você e veja tudo que você conquistou sozinha e acredite em você ! Todo ser humano está sujeito a padrões de comportamentos repetitivos e compulsivos, sendo que, na maioria das vezes, não faz isso de modo consciente ou intencional.
Por sua vez, cada padrão de comportamento repetitivo corre o risco de se transformar em vício e acarretar danos a todas as relações interpessoais. Podemos com boa vontade, perseverança e ajuda de profissionais de saúde, remodelarmos nossos pensamentos, criar outros padrões mais saudáveis. Medo, sempre iremos ter um pouco e um pouco de medo é saudável nos deixa com os pés no chão ...
Saia da sua zona de conforto e desfrute novas possibilidades e caminhos! Vale à pena!
Contem comigo! beijos xoxoxoxo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Déjà vu...

O que mais tenho de precioso nessa vida é meu filho...
Hoje buscando ele no curso de Inglês voltamos para casa conversando. Conversamos sobre

Déjà vu , ele queria saber o que era na verdade e se existia e como isso acontecia com a gente . Eu expliquei para ele disse : João Déjà vu não é como todos pensam e como nos mesmo pensávamos ser na verdade, quando sentimos um Déjà vu, os neurologistas explicam que nossos cérebros por milésimos de segundos se "desliga ".
Então na verdade não é que já estivemos lá , e sim que estamos “ali ” e por isso sentimos esse
" feeling " de já ter vivido isso antes, pois o cérebro se "desliga" e quando volta, sentimos que já estivemos em tal lugar mas é o lugar que estamos no momento !!! Déjà vu é usualmente pensado como uma impressão de já ter visto ou experimentado algo antes, que aparentemente está a ser experimentado pela primeira vez. É possível que a sensação que tem seja disparada por ação neuroquímica no cérebro que não está ligada a nenhuma experiência do passado.
Sente-se estranho e associa a sensação com já ter experimentado isso antes, mesmo se a experiência é completamente nova. Ou seja, déjà vu (já visto, em francês) pode não envolver um falso reconhecimento de algo que já se viu antes. A sensação de déjà vu é comum entre pacientes psiquiátricos. Também precede ataques de epilepsia do lóbulo temporal.
Se assumimos que a experiência é na verdade uma recordação, então o déjà vu ocorre provavelmente porque uma experiência original não foi completamente codificada.

Nesse caso parece provável que a situação presente dispare a recordação de um fragmento do passado que se baseia numa experiência real mas de que temos apenas uma memória vaga. Nossa ele ficou bobo, adorou minha explicação. Na verdade eu também não sabia, mas como ele havia me perguntado isso algumas vezes a um tempo atrás, fui logo perguntar para um médico e ele me explicou e que existem outras explicações subjetivas também, mas a orgânica é essa! Acho que ele puxou esse meu lado de querer saber tudo, saber os porque das coisas, e se entender. Ele sempre está em busca de saber porque ele sente isso, porque tudo rs!!! Mas é bom , como meu analista diz: a curiosidade é um sinal de lucidez! Meu analista é ótimo sempre com frase maravilhosas!!!
Bom já que estou falando de meu filho vou falar um pouco para vocês como tem sido minha experiência de mãe. Hoje meu filho tem quatorze anos, 1.80 m acreditam?!?! Enfim, tive-o com vinte anos de idade foi a coisa que eu mais quis na minha vida! A maior felicidade que senti, meu maior orgulho, um amor incondicional, não tem explicação, só quem é mãe pode entender esse amor!
Como eu não tive amor de pai e mãe de maneira correta na minha infância, acho que no meu inconsciente eu buscava um amor eterno, incondicional, de troca, verdadeiro.... Por isso engravidei! É tudo que mais queria na vida , um filho e me casar .

Mas claro, não com 20 anos. Mas aconteceu e hoje com meus estudos de Freud, fazendo análise e sabendo como o inconsciente prevalece em todos nós, posso perceber que engravidei por essa busca que citei.
Não foi o momento ideal, mas foi o que me trouxe alegria de viver. Na época que tive meu filho, eu era uma pessoa muito sozinha, triste, medrosa, não tinha amor de família, vivia com medo de meu pai sumir, de perder amor de todos, tinha muitos sentimentos de abandono, raiva, dor, e como já disse era co- dependente pelo fato de meu pai ser dependente químico. Era literalmente um inferno o que eu vivia, junto com meus irmãos e minha mãe que sofreu demais também.

É claro que não tiveram somente coisas ruins. Tivemos uma vida com muito luxo, muitas viagens, muita união entre nós irmãos, entre nós e minha mãe, tivemos momentos felizes, inclusive com meu pai. Mas vivíamos com medo... E isso era um uma dor diária para todos nós. Conheci uma pessoa muito especial em São Paulo que se chama Antonio Carlos, que todos os chamam de Dudu, namoramos um bom tempo e com dezenove anos engravidei e com vinte anos tive o João. Minha família entrou em choque, é claro!
Eu quando soube que estava grávida não sabia para quem contar, fui correndo contar para minha irmã mais nova, Gisella. E chamamos minha mãe para conversar e aí contamos juntas. No começo foi muito difícil para aceitarem, mas tiveram que entender. Meu tesouro já estava dentro de mim, e eu muito feliz!
Eu e o pai de João moramos um tempo juntos, mas não deu certo. Ele era muito imaturo para mim, era muito jovem. Então decidi me separar e voltar para casa de meus pais. Depois fui morar sozinha com meu filho com dois anos. Casei-me de novo quando João tinha 3 anos . E me separei quando ele tinha aproximadamente cinco anos.
Desde então tenho criado meu filho sozinha, moro com ele, faço papel de mãe e pai. Fiz questão de participar da educação dele integralmente desde o inicio, abri mão de minhas coisas. Na época era modelo, fiz alguns anos de faculdade de direito, mas o mais importante para mim era ficar ao lado de meu filho. Dar a ele o que eu não tive: AMOR E LIMITES!
Foi muito difícil, enquanto minhas amigas saiam, viajam , estudavam , trabalhavam, eu estava ao lado de meu filho, mas estava feliz e sabendo que iria colher bons frutos .Porque na vida é assim, colhemos o que plantamos ! Mesmo sendo mais fácil deixá-lo com a empregada sempre, ou deixá-lo fazer o que quer eu não fiz e nem faço isso, prefiro ir pelo caminho difícil, e saber que a coisa certa está sendo feita e que no futuro ele será um grande homem .
Hoje pude recomeçar e ao mesmo tempo dar a ele educação que eu achava correta, dar amor, exemplos. Hoje, feliz com o resultado estou dando continuidade a minha vida, claro ainda cuidando dele pois filho é para sempre e cuido com muito prazer, mas hoje é uma coisa mais leve, pois antes, ele só tinha á mim no Rio. Não tinha avós disponíveis, tios, ninguém... Só a mãe dele e o pai que ele via e continua vendo todo mês em São Paulo.
Então me sentia na obrigação de compensar ele por tudo que ele não tinha. E não materialmente como fizeram comigo, mas com minha presença.
Como estava falando, quando ele fez 11 anos pude voltar á estudar tranquilamente, com minha consciência limpa, com meu filho maior, pude voltar a fazer minhas atividades que gosto e que são importantes para mim. Olha, valeu muito à pena!
Ele é um menino super educado, bom aluno, pratica esportes, carinhoso, alegre, coração de ouro, cheio de amigos, até namoradinhas ele já teve. É uma criança saudável, pude fazer com ele o que meus pais não puderam fazer comigo! Fiz escolhas mais saudáveis, tirei ele do ciclo doentio que minha família se encontrava! Como foi difícil sem nunca ter tido limites orientação, nada, peguei essa criança e a eduquei da maneira mais certa possível, com meu instinto, com muita leitura de psicologia infantil, com ajuda de pessoas que admirava com muita luta e garra... Era dia pós dia. Luta pós luta!

Durante um bom tempo tive depressão, pânico, não conseguia fazer nada mas criar meu filho isso nunca deixei de fazer .
Hoje sinto muito orgulho de mim mesma por esse lindo trabalho que fiz com meu grande amor, meu filho.
Se você também cria seu filho sozinha ou sozinho, não desista, vale a pena se dedicar em primeiro lugar ao seu filho!!! Se você tiver a sorte que tive de poder ficar a maior parte do tempo perto dele, fique . Você vai colher frutos de prazer, nada vale mais a pena que isso! Acordar e ver seu filho bem, saudável psicologicamente, feliz, educado, amoroso, encaminhado nos estudos .... Pois no mundo em que vivemos hoje nunca é demais ficar de olhos bem abertos, dar muito amor, amizade, diálogo aos nossos filhos.

O mundo está cada vez pior para eles enfrentarem. Então se dedique á eles cada dia mais um pouquinho! Lembre-se: o que vale é a qualidade de tempo! No meu caso foi diferente pois havia um trauma de falta de amor, que quis compensar dando ao meu filho... Mas sempre soube dosar e saber que a qualidade é o que importa. Só que tem que ficar de olho sim, perguntar onde vai, exigir que andem com celular, checar dever de casa, ter pelo menos uma refeição juntos ao seu filho todos os dias, e dando sempre muitos limites! A criança pede limite, essa é uma maneira que você mostra a ela que a ama. E ela sente isso!!! Tenho vários livros para indicar, conselhos para dar... O que precisarem é só falar comigo!!!
Amem seus filho acima de qualquer coisa, mas ame a si em primeiro lugar!

Pois se não nos amamos não podemos amar ninguém...
Um grande beijo para vocês e bom jantar com os filhotes!!!