domingo, 24 de junho de 2012

Psicofobia


“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” (Albert Einstein)
“Psicofobia é crime”. Um artigo com esse título no jornal de hoje (O Globo, 24/06/2012, pág. 7), veio ao encontro do que escrevi neste blog exatamente há um mês, no dia 24 de maio: “Hoje sou feliz de verdade”.

Está crescendo o preconceito contra a depressão e os demais transtornos mentais, embora esses problemas atinjam muita gente, denuncia o autor do artigo, Antônio Geraldo da Silva, que é presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Só no Brasil, 46 milhões de pessoas já tiveram ou têm depressão, segundo o Ministério da Saúde.

“Psicofobia” é o nome desse preconceito contra pessoas que têm problemas psíquicos. Já é hora de combater essa discriminação, como atualmente já se faz no caso dos homossexuais, dos negros e das mulheres – afirma ele.

Tenho dito neste blog que não tenho vergonha do que passei e nada vou esconder. Exponho meus problemas, porque muita gente se identifica com o que escrevo e assim podemos, juntos, buscar a superação, como já tem acontecido. Dentro das minhas possibilidades, me proponho a ajudar a quem me conta seus problemas, porque fazendo isso estou ajudando também a mim mesma.

No livro que estou escrevendo, falo bastante sobre meus medos e sobre uma depressão que de vez em quando chega com força. Desde que me entendo por gente, vivo situações de medo. Não chega a ser um medo de coisas reais, e sim de vivências que ficaram travadas no passado. Muitas vezes me vejo vivendo um período tranquilo em minha vida, uma vida normal, com medos normais que todo mundo tem, e de repente um verdadeiro pavor toma conta de mim: medo de perder o que conquistei, perder tudo o que é bom e voltar ao sofrimento do passado.

Neste exato momento estou batalhando para sair de uma fase deprimida. Não sei como ou por que, senti um desânimo que me parecia impossível superar. Fiquei paralisada, sem vontade de nada. Com medo de tudo. De sofrer. De não conseguir ser feliz. Então pensei comigo mesma: “Medo também é um tipo de desejo às avessas, um desejo de que tudo dê errado. Vou tentar substituir o medo pela vontade.
De ser feliz, estar com os outros, amar e ser amada, fazer meu trabalho ser bem-sucedido... Por que não? É uma questão de escolha!”

No meio dessa batalha ficou bem claro para mim que fazer a boa escolha e segui-la depende basicamente da própria pessoa. “Deixe o sol entrar.
Fique firme. Respire. Confie. Mexa-se. Vai ficar tudo bem” – fiquei repetindo isso como se fosse um mantra. E deu certo! Aqui estou!

Se não houver preconceito, se for maior a aceitação e o afeto, maior será a auto-estima de quem precisa acordar para as escolhas positivas. E as pessoas terão mais força para superar a depressão, a ansiedade, o pânico. Cada um de nós é importante para tornar o mundo melhor.
Beijos, Isa

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